As duas testemunhas são descritas com detalhes
em Apocalipse 11:3-6:
"E darei poder às minhas duas testemunhas, e
profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco. Estas são as duas oliveiras e os dois
castiçais que estão diante do Deus da terra. E, se alguém
lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e devorará os seus
inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja
morto. Estes têm poder para
fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; e
têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para
ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem."
Estes dois profetas sobrenaturais entrarão em
cena nos primeiros 1260 dias (3 anos e meio iniciais) do
período de Tribulação.
Eles serão muito poderosos, fazendo com que
não chova em Israel por 1260 dias. Também terão o poder de
transforar água em sangue. Por esta razão,
existem hipóteses de que eles serão Moisés e Elias, pois
ambos já realizaram estes milagres descritos em Apocalipse 11:6.
Eles colherão MUITAS
almas, assim como as 144 mil testemunhas
judaicas em Apocalipse 7.
Isto despertará a ira do anticristo, que tentará matá-los
de qualquer maneira. Porém, todos aqueles que se atreverem a matar as
duas testemunhas durante os 1260 dias, serão queimados vivos por elas.
Apenas ao final dos 1260 dias, o anticristo pessoalmente conseguirá matar as
duas testemunhas. Os corpos delas ficarão expostos durante três
dias e meio. O povo que ama ao anticristo se alegrará com este
acontecimento. Isto está em Apocalipse 11:7-10:
"E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo
lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. E
jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que
espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi
crucificado. E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e
nações verão seus corpos mortos por três dias e
meio, e não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em
sepulcros. E os que habitam na
terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e
mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham
atormentado os que habitam sobre a terra."
Mas depois disto, Deus as ressuscitará e as
fará ascender aos céus. E logo em seguida, um violento terremoto
acontecerá em Israel. Muitos, aterrorizados com estes milagres, se
rendem e se convertem a Deus. Está em Apocalipse 11:11-13:
"E depois daqueles três dias e meio o espírito de
vida, vindo de Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu
grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que
lhes dizia: Subi para aqui. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus
inimigos os viram. E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a
décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e
os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do
céu. ( Ev.Marcos augosto silva, bacharel em teologi e Direito Canónico , ) formado (FASTE ) Faculdade Trans - Americana De Teologia . Deus em Cristo te Bendigá
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
A UNÇÂO COM ÒLEO È PARA OS
NOSSOS DIAS ?
Há muitos desvios praticados no pseudocristianismo da atualidade. Um
deles é a unção de pessoas com óleo com os mais diversos objetivos,
principalmente o de curar ou conceder algum tipo de poder espiritual.
Praticantes e defensores do costume insistem em dizer que há passagens bíblicas que ensinam unção com óleo e que há pelo menos uma (Tiago 5.14) que ensina a ungir os enfermos com óleo com a finalidade de cura milagrosa.
Nosso propósito neste breve estudo é verificar se realmente existe alguma autenticidade em tais afirmações, se há, de fato, algum respaldo bíblico para esse comportamento.
I. A ORIGEM DA UNÇÃO COM ÓLEO NO POVO DE DEUS
Em Êxodo 30.22-33 observamos que Deus estava estabelecendo as primeiras diretrizes para o seu povo que libertara do cativeiro no Egito e que colocara em uma peregrinação em direção à terra prometida. Estava estabelecendo mandamentos concernentes ao culto de um modo geral; o local onde seriam realizados os cultos e os comportamentos com respeito ao culto.
Dentre os mandamentos estava o de que fosse preparado um óleo que foi chamado de óleo sagrado da unção. Era um preparado específico que tinha uma fórmula específica ditada pelo próprio Deus a Moisés e não era, de maneira alguma, somente o óleo da oliveira ou azeite. Era, também, uma fórmula que não poderia ser copiada por ninguém sob pena de ser banido do povo de Deus.
O óleo da unção tinha objetivo definido e era o de santificar os elementos do culto, se consagrá-los completamente para Deus. Por isso, após a sua preparação, deveria ser aspergido sobre o tabernáculo, sobre os móveis, sobre o altar e sobre os sacerdotes. Tudo deveria ser santificado através da aspersão do óleo da unção. Mas havia uma proibição: o óleo da unção não poderia, de maneira nenhuma, ser aplicado sobre o corpo de alguém e somente os sacerdotes poderiam ser ungidos com o óleo.
II. O SIGNIFICADO DA UNÇÃO COM ÓLEO NO ANTIGO TESTAMENTO
No Antigo Testamento tudo o que envolvia o culto era simbólico e provisório. A caminhada pelo deserto, o tabernáculo, o altar, o animal sacrificado, os sacerdotes. Tudo figurava as realidades definitivas que seriam estabelecidas por Jesus no Novo Testamento, quando, então, envelheceria o Antigo Testamento.
A unção com óleo sagrado também era simbólica e provisória. O óleo seria preparado por Moisés, o libertador e seria derramado sobre os elementos do culto, que também era provisório e simbólico. O tabernáculo e a arca significavam a presença de Deus e o sacerdote era o mediador entre Deus e os homens, santificado para isso.
Os textos do Antigo Testamento que fazem referência à preparação e utilização do óleo sagrado da unção são muito definidos. No hebraico são utilizadas as palavras shemen (óleo), qodesh (separado para Deus, sagrado), e mishchah (consagração, unção para consagrar). A utilização dessas expressões aponta clara-mente para o fato de que a unção com o óleo sagrado significava que objetos, lugares e pessoas estavam sendo especialmente consagrados a Deus, separados em santificação para ele. Não existia qualquer significado de cura ou de atribuição de poder.
Só havia este significado quando a unção era realizada com o óleo preparado por Moisés de acordo com a fórmula e critérios estabelecidos por Deus. Quem se utilizasse do óleo de maneira diferente ou para ungir qualquer pessoa era banido do povo de Deus.
Há quem diga que o óleo significa a presença do Espírito Santo, no entanto não encontramos tal ensinamento ou afirmativa nas Escrituras.
III. O SIGNIFICADO DA UNÇÃO COM ÓLEO NO NOVO TESTAMENTO
Existem alguns textos no Novo Testamento que fazem referência a algum tipo de unção com óleo e através da análise desses textos podemos ter uma visão do significado dessa prática no Novo Testamento.
Primeiramente precisamos observar que em quase todos estes textos a palavra grega utilizada que é traduzida por óleo é elaion que designava o óleo de oliva, ou seja, todos eles fazem referência a uma aplicação de óleo de oliva, de azeite que era utilizado para combustível de lâmpadas, para cura de doentes, para ungir a cabeça e o corpo em festas e como artigo de cozinha. Não há qualquer referência à aplicação de óleo sagrado da unção, a não ser em Hebreus 1.9 onde o escritor sacro faz referência ao Antigo Testamento, à unção do Messias, utilizando a palavra elaion juntamente com a palavra crio que era utilizada para fazer referência à unção para consagração. Em todos os outros textos a palavra que é traduzida por ungir é aleipho que era utilizada para todo tipo de aplicação de óleo sobre o corpo. Dicionaristas indicam que aleipho era a palavra secular para ungir e que crio era a palavra sagrada ungir com a finalidade de consagração.
Depois, analisando cada texto à luz do significado da palavra elaion podemos compreendê-los e compreender o significado da utilização do azeite de oliva no Novo Testamento. Em Marcos 6.13 observamos que o azeite era aplicado para a cura dos enfermos como medicamento. É o mesmo sentido em Lucas 10.34 que faz referência ao tratamento dos ferimentos do judeu pelo bom samaritano, e é o mesmo sentido em Tiago 5.14 onde há o conselho para que o enfermo seja medicado em nome do Senhor. Em Lucas 7.46 Jesus estava repreendendo o judeu que o recebera em uma reunião festiva e não ungira a sua cabeça com azeite em sinal de amizade e boas vindas como era costume.
Quanto ao texto de Tiago 5.14 não há que se estranhar que seja ensinada a aplicação de medica-mento em nome do Senhor, acompanhada de oração. No Antigo Testamento há o exemplo de cura de Ezequias, da parte de Deus, através da aplicação de medicamento que foi mandado preparar pelo profeta Isaías (2Reis 20.1-7).
Entendemos que no Novo Testamento não há a unção com óleo com a mesma finalidade que havia no Antigo Testamento. Não existe óleo da unção no Novo Testamento porque a fórmula feita por Moisés não poderia ser copiada e porque não existem os elementos de culto do Antigo Testamento no Novo Testamento. Não existe Tabernáculo, não existe altar, não existe arca, não existe sacerdote. Não existe nada disso para ser consagrado. O ungido de Deus já veio e todos os servos de Deus são consagrados através dEle. O culto não depende de lugares consagrados, nem de objetos consagrados, nem de sacerdotes. No Novo Testamento só encontramos unção com óleo com a finalidade de aplicação de medicamento.
IV. A PRÁTICA RELIGIOSA DA UNÇÃO COM ÓLEO NAS IGREJAS DE NOSSO TEMPO
Se não existe na Bíblia o chamado “óleo ungido”, se não há na Bíblia a aplicação do óleo da unção para cura milagrosa ou para aquisição de poder espiritual, onde estaria, então, a base para a prática da aplicação de óleos (os mais diversos) sobre enfermos e pessoas que desejam uma melhoria espiritual em suas vidas, como tem sido tão praticado no meio chamado evangélico em nossos dias? Certa-mente o que não é bíblico é de origem pagã.
A Igreja Católica adquiriu práticas do paganismo romano com todo o seu misticismo. Rituais místicos de purificação foram adaptados e nessa adaptação foi criado o sacramento da crisma, palavra que tem origem no grego críein, derivada de crio, que significa ungir no sentido de consagrar para Deus como vimos anteriormente. É uma prática que tem origem no catolicismo onde ainda persistem as práticas do Antigo Testamento mescladas com o paganismo romano.
A prática da unção com óleo foi trazida para o seio das igrejas evangélicas pelos adeptos do pentecostalismo, que baseiam suas crenças em símbolos, que buscam poder sobre espíritos malignos e enfermidades (que consideram geradas por espíritos malignos), que se aproximaram e se aproximam cada vez mais do primitivismo religioso. Tem sido introduzido nas igrejas batistas por líderes que são simpatizantes do pentecostalismo, que abandonaram a Bíblia como única regra de fé e prática, que interpretam a Bíblia conforme seus próprios interesses e que procuram exercer um domínio espiritual sobre seus liderados através de atos religiosos supostamente de poder.
CONCLUINDO
A unção com óleo sagrado foi uma prática estabelecida por Deus, no Antigo Testamento, com a finalidade de consagração de elementos do culto que deveria ser, em tudo, santificado.
Não é uma prática que tenha continuidade no Novo Testamento considerando que o culto do Antigo Testamento foi abolido na morte de Jesus Cristo com todos os seus elementos físicos, humanos e espirituais.
O texto do Novo Testamento registra a unção com óleo como uma prática de aplicação de medica-mento (o azeite de oliva era considerado um medicamento eficiente para várias enfermidades).
Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento não existe qualquer ensinamento a respeito da utilização de óleo com a finalidade de cura milagrosa ou de obtenção de algum tipo de poder espiritual.
Praticantes e defensores do costume insistem em dizer que há passagens bíblicas que ensinam unção com óleo e que há pelo menos uma (Tiago 5.14) que ensina a ungir os enfermos com óleo com a finalidade de cura milagrosa.
Nosso propósito neste breve estudo é verificar se realmente existe alguma autenticidade em tais afirmações, se há, de fato, algum respaldo bíblico para esse comportamento.
I. A ORIGEM DA UNÇÃO COM ÓLEO NO POVO DE DEUS
Em Êxodo 30.22-33 observamos que Deus estava estabelecendo as primeiras diretrizes para o seu povo que libertara do cativeiro no Egito e que colocara em uma peregrinação em direção à terra prometida. Estava estabelecendo mandamentos concernentes ao culto de um modo geral; o local onde seriam realizados os cultos e os comportamentos com respeito ao culto.
Dentre os mandamentos estava o de que fosse preparado um óleo que foi chamado de óleo sagrado da unção. Era um preparado específico que tinha uma fórmula específica ditada pelo próprio Deus a Moisés e não era, de maneira alguma, somente o óleo da oliveira ou azeite. Era, também, uma fórmula que não poderia ser copiada por ninguém sob pena de ser banido do povo de Deus.
O óleo da unção tinha objetivo definido e era o de santificar os elementos do culto, se consagrá-los completamente para Deus. Por isso, após a sua preparação, deveria ser aspergido sobre o tabernáculo, sobre os móveis, sobre o altar e sobre os sacerdotes. Tudo deveria ser santificado através da aspersão do óleo da unção. Mas havia uma proibição: o óleo da unção não poderia, de maneira nenhuma, ser aplicado sobre o corpo de alguém e somente os sacerdotes poderiam ser ungidos com o óleo.
II. O SIGNIFICADO DA UNÇÃO COM ÓLEO NO ANTIGO TESTAMENTO
No Antigo Testamento tudo o que envolvia o culto era simbólico e provisório. A caminhada pelo deserto, o tabernáculo, o altar, o animal sacrificado, os sacerdotes. Tudo figurava as realidades definitivas que seriam estabelecidas por Jesus no Novo Testamento, quando, então, envelheceria o Antigo Testamento.
A unção com óleo sagrado também era simbólica e provisória. O óleo seria preparado por Moisés, o libertador e seria derramado sobre os elementos do culto, que também era provisório e simbólico. O tabernáculo e a arca significavam a presença de Deus e o sacerdote era o mediador entre Deus e os homens, santificado para isso.
Os textos do Antigo Testamento que fazem referência à preparação e utilização do óleo sagrado da unção são muito definidos. No hebraico são utilizadas as palavras shemen (óleo), qodesh (separado para Deus, sagrado), e mishchah (consagração, unção para consagrar). A utilização dessas expressões aponta clara-mente para o fato de que a unção com o óleo sagrado significava que objetos, lugares e pessoas estavam sendo especialmente consagrados a Deus, separados em santificação para ele. Não existia qualquer significado de cura ou de atribuição de poder.
Só havia este significado quando a unção era realizada com o óleo preparado por Moisés de acordo com a fórmula e critérios estabelecidos por Deus. Quem se utilizasse do óleo de maneira diferente ou para ungir qualquer pessoa era banido do povo de Deus.
Há quem diga que o óleo significa a presença do Espírito Santo, no entanto não encontramos tal ensinamento ou afirmativa nas Escrituras.
III. O SIGNIFICADO DA UNÇÃO COM ÓLEO NO NOVO TESTAMENTO
Existem alguns textos no Novo Testamento que fazem referência a algum tipo de unção com óleo e através da análise desses textos podemos ter uma visão do significado dessa prática no Novo Testamento.
Primeiramente precisamos observar que em quase todos estes textos a palavra grega utilizada que é traduzida por óleo é elaion que designava o óleo de oliva, ou seja, todos eles fazem referência a uma aplicação de óleo de oliva, de azeite que era utilizado para combustível de lâmpadas, para cura de doentes, para ungir a cabeça e o corpo em festas e como artigo de cozinha. Não há qualquer referência à aplicação de óleo sagrado da unção, a não ser em Hebreus 1.9 onde o escritor sacro faz referência ao Antigo Testamento, à unção do Messias, utilizando a palavra elaion juntamente com a palavra crio que era utilizada para fazer referência à unção para consagração. Em todos os outros textos a palavra que é traduzida por ungir é aleipho que era utilizada para todo tipo de aplicação de óleo sobre o corpo. Dicionaristas indicam que aleipho era a palavra secular para ungir e que crio era a palavra sagrada ungir com a finalidade de consagração.
Depois, analisando cada texto à luz do significado da palavra elaion podemos compreendê-los e compreender o significado da utilização do azeite de oliva no Novo Testamento. Em Marcos 6.13 observamos que o azeite era aplicado para a cura dos enfermos como medicamento. É o mesmo sentido em Lucas 10.34 que faz referência ao tratamento dos ferimentos do judeu pelo bom samaritano, e é o mesmo sentido em Tiago 5.14 onde há o conselho para que o enfermo seja medicado em nome do Senhor. Em Lucas 7.46 Jesus estava repreendendo o judeu que o recebera em uma reunião festiva e não ungira a sua cabeça com azeite em sinal de amizade e boas vindas como era costume.
Quanto ao texto de Tiago 5.14 não há que se estranhar que seja ensinada a aplicação de medica-mento em nome do Senhor, acompanhada de oração. No Antigo Testamento há o exemplo de cura de Ezequias, da parte de Deus, através da aplicação de medicamento que foi mandado preparar pelo profeta Isaías (2Reis 20.1-7).
Entendemos que no Novo Testamento não há a unção com óleo com a mesma finalidade que havia no Antigo Testamento. Não existe óleo da unção no Novo Testamento porque a fórmula feita por Moisés não poderia ser copiada e porque não existem os elementos de culto do Antigo Testamento no Novo Testamento. Não existe Tabernáculo, não existe altar, não existe arca, não existe sacerdote. Não existe nada disso para ser consagrado. O ungido de Deus já veio e todos os servos de Deus são consagrados através dEle. O culto não depende de lugares consagrados, nem de objetos consagrados, nem de sacerdotes. No Novo Testamento só encontramos unção com óleo com a finalidade de aplicação de medicamento.
IV. A PRÁTICA RELIGIOSA DA UNÇÃO COM ÓLEO NAS IGREJAS DE NOSSO TEMPO
Se não existe na Bíblia o chamado “óleo ungido”, se não há na Bíblia a aplicação do óleo da unção para cura milagrosa ou para aquisição de poder espiritual, onde estaria, então, a base para a prática da aplicação de óleos (os mais diversos) sobre enfermos e pessoas que desejam uma melhoria espiritual em suas vidas, como tem sido tão praticado no meio chamado evangélico em nossos dias? Certa-mente o que não é bíblico é de origem pagã.
A Igreja Católica adquiriu práticas do paganismo romano com todo o seu misticismo. Rituais místicos de purificação foram adaptados e nessa adaptação foi criado o sacramento da crisma, palavra que tem origem no grego críein, derivada de crio, que significa ungir no sentido de consagrar para Deus como vimos anteriormente. É uma prática que tem origem no catolicismo onde ainda persistem as práticas do Antigo Testamento mescladas com o paganismo romano.
A prática da unção com óleo foi trazida para o seio das igrejas evangélicas pelos adeptos do pentecostalismo, que baseiam suas crenças em símbolos, que buscam poder sobre espíritos malignos e enfermidades (que consideram geradas por espíritos malignos), que se aproximaram e se aproximam cada vez mais do primitivismo religioso. Tem sido introduzido nas igrejas batistas por líderes que são simpatizantes do pentecostalismo, que abandonaram a Bíblia como única regra de fé e prática, que interpretam a Bíblia conforme seus próprios interesses e que procuram exercer um domínio espiritual sobre seus liderados através de atos religiosos supostamente de poder.
CONCLUINDO
A unção com óleo sagrado foi uma prática estabelecida por Deus, no Antigo Testamento, com a finalidade de consagração de elementos do culto que deveria ser, em tudo, santificado.
Não é uma prática que tenha continuidade no Novo Testamento considerando que o culto do Antigo Testamento foi abolido na morte de Jesus Cristo com todos os seus elementos físicos, humanos e espirituais.
O texto do Novo Testamento registra a unção com óleo como uma prática de aplicação de medica-mento (o azeite de oliva era considerado um medicamento eficiente para várias enfermidades).
Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento não existe qualquer ensinamento a respeito da utilização de óleo com a finalidade de cura milagrosa ou de obtenção de algum tipo de poder espiritual.
EV : Marcos augusto silva ( Bacharel em teologia e direito
canônico ) formado na FASTE FACULDADE TRANS – AMERICANA DE TEOLOGIA ,ITAGUAI RJ
quinta-feira, 14 de junho de 2012
È SERTO FAZER VÒTOS A DEUS
|È SERTO FAZER VÒTOS A DEUS
Pergunta: Marcos augusto silva Gostaria de saber o que vem a ser, realmente, fazer um voto com Deus? Em que situações podemos fazer um voto ?
Responde:Marcos augusti silva Nos tempos do Antigo Testamento as pessoas faziam diversos tipos de votos com Deus. Um exemplo disso encontramos em Gênesis 28:20-22, onde Jacópromete dizimar se contasse com a presença de Deus em sua jornada: “Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus; e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.”
Veja que o voto não era impossível de ser cumprido por Jacó e foi feito diretamente com Deus.
Os votos eram feitos com frequência nesse período e, por essa razão, encontramos no capítulo 30 de Números várias orientações escritas por Moisés com respeito ao cumprimento de votos feitos a Deus. A pessoa deveria pensar bem antes de fazer um voto, analisando se conseguiria ou não cumpri-lo. Um voto feito a Deus não deveria ser considerado levianamente e, portanto, não deveria ser feito precipitadamente: “Quando fizeres algum voto ao SENHOR, teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR, teu Deus, certamente, o requererá de ti, e em ti haverá pecado. Porém, abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti.” Deuteronômio 23:21 e 22. “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.” Eclesiastes 5: 4 e 5.
No Novo Testamento, Jesus ensinou que o ideal é não fazermos juramentos ou promessas: “Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.” Mateus 5:33-36. E orienta que a nossa palavra seja sim, sim; não, não (verso 37).
Hoje em dia, algumas pessoas tentam usar votos e promessas para barganhar com Deus, esquecendo-se do sentido original do voto: a consagração e gratidão a Deus.
Caso você faça um acordo com Deus, não o faça com a intenção de forçá-lo a abençoar mais você. Lembre-se de que as bênçãos de Deus, inclusive a salvação, vêm pelagraça e não por nossos méritos próprios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9.
Tudo o que fazemos em nossa vida cristã, deve ser como um agradecimento pela salvação recebida.
Com base no que foi exposto, podemos seguir as seguintes orientações:
1) O ideal, de acordo com Mateus 5:33-36, é não fazermos juramentos, promessas ou votos (principalmente os impossíveis de serem cumpridos);
2) Nossa palavra deve ser sim, sim; não, não. Devemos ser honestos em nossa vida e não necessitarmos de juramentos (Mateus 5:37);
3) Se você fez algum voto a Deus possível de ser cumprido, cumpra-o sem demora (Eclesiastes 5:4-5);
4) Se você fez um voto a Deus impossível de ser cumprido por causa da sua natureza humana (por exemplo, um marido que trai a esposa e promete a Deus que, se ele não contrair AIDS, dessa vez, não fará mais isso), peça perdão a Deus e não faça isso novamente
Por:EV. Marcos augosto silva :Bacharel em teologia & direito canonico ( formado Na FASTE :FACULDADE TRANS -AMERICANA DE TEOLOGIA
Pergunta: Marcos augusto silva Gostaria de saber o que vem a ser, realmente, fazer um voto com Deus? Em que situações podemos fazer um voto ?
Responde:Marcos augusti silva Nos tempos do Antigo Testamento as pessoas faziam diversos tipos de votos com Deus. Um exemplo disso encontramos em Gênesis 28:20-22, onde Jacópromete dizimar se contasse com a presença de Deus em sua jornada: “Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa que me vista, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então, o SENHOR será o meu Deus; e a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus; e, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.”
Veja que o voto não era impossível de ser cumprido por Jacó e foi feito diretamente com Deus.
Os votos eram feitos com frequência nesse período e, por essa razão, encontramos no capítulo 30 de Números várias orientações escritas por Moisés com respeito ao cumprimento de votos feitos a Deus. A pessoa deveria pensar bem antes de fazer um voto, analisando se conseguiria ou não cumpri-lo. Um voto feito a Deus não deveria ser considerado levianamente e, portanto, não deveria ser feito precipitadamente: “Quando fizeres algum voto ao SENHOR, teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR, teu Deus, certamente, o requererá de ti, e em ti haverá pecado. Porém, abstendo-te de fazer o voto, não haverá pecado em ti.” Deuteronômio 23:21 e 22. “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras.” Eclesiastes 5: 4 e 5.
No Novo Testamento, Jesus ensinou que o ideal é não fazermos juramentos ou promessas: “Também ouvistes que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os teus juramentos. Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono de Deus; nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei; nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.” Mateus 5:33-36. E orienta que a nossa palavra seja sim, sim; não, não (verso 37).
Hoje em dia, algumas pessoas tentam usar votos e promessas para barganhar com Deus, esquecendo-se do sentido original do voto: a consagração e gratidão a Deus.
Caso você faça um acordo com Deus, não o faça com a intenção de forçá-lo a abençoar mais você. Lembre-se de que as bênçãos de Deus, inclusive a salvação, vêm pelagraça e não por nossos méritos próprios: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9.
Tudo o que fazemos em nossa vida cristã, deve ser como um agradecimento pela salvação recebida.
Com base no que foi exposto, podemos seguir as seguintes orientações:
1) O ideal, de acordo com Mateus 5:33-36, é não fazermos juramentos, promessas ou votos (principalmente os impossíveis de serem cumpridos);
2) Nossa palavra deve ser sim, sim; não, não. Devemos ser honestos em nossa vida e não necessitarmos de juramentos (Mateus 5:37);
3) Se você fez algum voto a Deus possível de ser cumprido, cumpra-o sem demora (Eclesiastes 5:4-5);
4) Se você fez um voto a Deus impossível de ser cumprido por causa da sua natureza humana (por exemplo, um marido que trai a esposa e promete a Deus que, se ele não contrair AIDS, dessa vez, não fará mais isso), peça perdão a Deus e não faça isso novamente
Por:EV. Marcos augosto silva :Bacharel em teologia & direito canonico ( formado Na FASTE :FACULDADE TRANS -AMERICANA DE TEOLOGIA
sábado, 24 de dezembro de 2011
NATAL I
A história dá-nos os anos de 6 ou 5 aC como data provável do nascimento de Jesus. O fato de o Senhor ter nascido AC, se deve a um erro de cálculo. Dionysius Exiguus, um monge Romano do séc. VI, falhou no cálculo dos anos da sua era Cristã. Ele colocou o nascimento de Cristo pelo menos 5 ou 6 anos tarde demais. Devido a este fator a data de nascimento deve ser 5 ou 6 a.C.
Jesus nasceu em 25 de dezembro? Pouco provável. O inverno era chuvoso e gelado na Judéia no mês de dezembro. É improvável que os pastores passassem uma noite de dezembro em campo aberto. Mas, provavelmente o nascimento do Senhor tenha ocorrido na primavera, época, quando as noites são frescas e os pastores ficam acordados apascentando as ovelhas nos campos.
Natal, a origem:
A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres. A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados e cristianizados.
As origens dos símbolos natalinos (renas, trenó, duendes, arvores, presentes, etc.) são seculares e possuem como fundamento, diversas lendas pagãs; representavam a forma das religiões não cristãs cultuarem suas divindades.
Natal, a origem:
A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era restabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres. A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.
Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados e cristianizados.
As origens dos símbolos natalinos (renas, trenó, duendes, arvores, presentes, etc.) são seculares e possuem como fundamento, diversas lendas pagãs; representavam a forma das religiões não cristãs cultuarem suas divindades.
Papai Noel, a origem:A crença no Papai Noel, tem origem na Igreja Católica, como uma homenagem prestada ao padre Saint Claus, que conforme relatos, em data próxima ao natal, distribuía entre a população presente. Inclusive, nos Estados Unidos, o Papai Noel é conhecido por: “Santa Claus”.O bom velhinho, sutilmente toma para si, atributos exclusivos do Todo Poderoso, por exemplo:
a) Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.
b) Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.
c) Onipotência – Tem poder para Julgar , fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.
d) Eternidade - É sempre o mesmo por séculos.
a) Onisciência – Conhece cada criança e seu comportamento. E poderosamente conhece o pedido de cada uma.
b) Onipresença – Numa única hora, consegue estar em todos os lugares, na difícil missão de descer pela chaminé e deixar o presente.
c) Onipotência – Tem poder para Julgar , fazer renas voarem e ainda para controlar o tempo.
d) Eternidade - É sempre o mesmo por séculos.
Papai Noel, Uma lenda cercada de mistério e magia
Quem nunca acreditou em Papai Noel? Um velhinho com roupas vermelhas, barba branca, cinto e botas pretos que passa de casa em casa para deixar presentes às famílias. De geração em geração, a lenda do Santa Clauss ganha mais realidade no mês de dezembro, quando o mundo celebra o nascimento de Jesus Cristo. Será que ele existe? Será lenda? Bem, isso depende de cada um. Mas diz a história que o bom velhinho foi inspirado na figura de um bispo que de fato existiu.
São Nicolau nasceu no século 3, em Patras, na Grécia. Quando seus pais morreram, ele doou todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo tornou-se arcebispo de Mira. Dizia-se que na cidade em que ele nasceu viviam três irmãs que não podiam se casar por não ter dinheiro para o dote. O pai das meninas resolveu, então, vendê-las conforme fossem atingindo a idade adulta. Quando a primeira ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair numa meia posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou a vez da segunda. O pai, afim de descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda. Ele então reconheceu Nicolau, e pregou sua generosidade a todo o mundo.
A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região, e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. Em meados do século 13, a comemoração do dia de São Nicolau passou da primavera para o dia 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes vestido de bispo e montado em burro. Na época da Contra-reforma, a Igreja católica propôs que São Nicolau passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro, tal como fazia o Menino Jesus, segundo a tradição destes tempos e que ainda hoje continua em alguns pontos da América Latina.
Os holandeses, no século 17, levaram para os Estados Unidos a tradição de presentear as crianças usando a lenda de São Nicolau - a quem eles chamavam Sinter Klaas. Os verdadeiros impulsores do mito de Santa Claus - nome que o Papai Noel recebeu nos Estados Unidos - foram dois escritores de Nova York. O primeiro, Washington Irving, escreveu em 1809 um livro em que São Nicolau já não usava a vestimenta de bispo, transformando-o em um personagem bonachão e bondoso, que montava um cavalo voador e jogava presentes pelas chaminés. Em 1823, um poema de um professor universitário, Clement C. Moore, enalteceu a aura mágica que Irving havia criado para a personagem, trocando o cavalo branco por renas que puxavam um trenó.
Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.
O símbolo de Santa Claus foi logo utilizado pela publicidade comercial. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast para torná-lo ainda mais próximo. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu - de uma propaganda da Coca-Cola! - o Papai Noel que a gente conhece.
Árvore de Natal, a origem:A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C.. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.
Presépio, a origem:As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio, que hoje é uma tradição na Itália, na Espanha, na França, no Tirol austríaco, na Alemanha, na República Checa, na América Latina e nos Estados Unidos.
A tradição católica diz que o presépio surgiu no século 13, quando São Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível e, com a permissão do papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, um boi e um jumento vivos perto dela. Nesse cenário foi celebrada em 1223 a missa de Natal. O sucesso dessa representação do presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres.
Na Espanha, a tradição chegou pela mão do monarca Carlos III, que a importou de Nápoles no século 18. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século 19 e na França não o fez até inícios do século 20.
Enfeites de Natal, o significado:As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos que no passado enfeitavam o carvalho precursor da atual árvore de Natal. Cada um desses enfeites tem em si um significado.
Antes de que fossem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram enfeites comuns nas árvores e simbolizam a purificação, com a chama sendo acesa como a representação de Cristo, a luz do mundo. As ferraduras são um clássico amuleto que atrai a boa sorte.
As habituais pinhas se utilizam como um símbolo da imortalidade e os sininhos como mostra do júbilo natalino. As maçãs e as bolas de cores, sua mais tradicional variante, desenvolvidas pelos sopradores de vidro da Boêmia do século 18, são signos que atraem de abundância.
Finalmente, as estrelas anunciam os desígnios de Deus. Segundo conta a Bíblia, cada estrela tem um anjo que vela por ela, crença que suporta a antiga idéia de que cada uma das que povoa o firmamento é em si mesma um anjo. A que se põe no alto da árvore de Natal refere-se à de Belém.
Missa do Galo, a origem:É com o nome de Missa do Galo que se conhece a missa celebrada na noite de Natal. Sua denominação provém de uma fábula que afirma que foi esse animal o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus, ficando encarregado de anunciá-lo ao mundo. Até o começo do século 20 era costume que a meia-noite fosse anunciada dentro do templo por um canto de galo, real ou simulado.
Essa missa apareceu no século 5 e, a partir da Idade Média, transformou-se em uma celebração jubilosa longe do caráter solene com que hoje a conhecemos. Até princípios do século 20, perdurou o costume de reservar aos pastores congregados ali o privilégio de serem os primeiros a adorarem o Menino Jesus. Durante a adoração, as mulheres depositavam doces caseiros, que logo trocavam por pão bento ou Pão de Natal.
Era também costume reservar um pedaço deste pão como amuleto, ao qual só se podia recorrer em caso de doença grave. Outra tradição que perdurou é a de estrear nessa noite uma peça de roupa com a qual se afastava o demônio. Em algumas regiões, esta missa se celebra durante as primeiras horas do dia. Na maioria dos países da América de língua espanhola é tradição que toda a família acuda a ela unida e para os panamenhos é o momento mais importante das festas.
São Nicolau nasceu no século 3, em Patras, na Grécia. Quando seus pais morreram, ele doou todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com apenas 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo tornou-se arcebispo de Mira. Dizia-se que na cidade em que ele nasceu viviam três irmãs que não podiam se casar por não ter dinheiro para o dote. O pai das meninas resolveu, então, vendê-las conforme fossem atingindo a idade adulta. Quando a primeira ia ser vendida, Nicolau soube do que estava acontecendo e, em segredo, jogou através da janela uma bolsa cheia de moedas de ouro, que foi cair numa meia posta para secar na chaminé. A mesma coisa aconteceu quando chegou a vez da segunda. O pai, afim de descobrir o que estava acontecendo, permaneceu espiando a noite toda. Ele então reconheceu Nicolau, e pregou sua generosidade a todo o mundo.
A fama de generoso do bom velhinho, que foi considerado santo pela Igreja Católica, transcendeu sua região, e as pessoas começaram a atribuir a ele todo tipo de milagres e lendas. Em meados do século 13, a comemoração do dia de São Nicolau passou da primavera para o dia 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes vestido de bispo e montado em burro. Na época da Contra-reforma, a Igreja católica propôs que São Nicolau passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro, tal como fazia o Menino Jesus, segundo a tradição destes tempos e que ainda hoje continua em alguns pontos da América Latina.
Os holandeses, no século 17, levaram para os Estados Unidos a tradição de presentear as crianças usando a lenda de São Nicolau - a quem eles chamavam Sinter Klaas. Os verdadeiros impulsores do mito de Santa Claus - nome que o Papai Noel recebeu nos Estados Unidos - foram dois escritores de Nova York. O primeiro, Washington Irving, escreveu em 1809 um livro em que São Nicolau já não usava a vestimenta de bispo, transformando-o em um personagem bonachão e bondoso, que montava um cavalo voador e jogava presentes pelas chaminés. Em 1823, um poema de um professor universitário, Clement C. Moore, enalteceu a aura mágica que Irving havia criado para a personagem, trocando o cavalo branco por renas que puxavam um trenó.
Ao longo do século 19, Santa Claus foi representado de muitas maneiras. Ele teve diferentes tamanhos, vestimentas e expressões, desde um gnomo jovial até um homem maduro de aspecto severo. Em 1862, o desenhista norte-americano de origem alemã Thomas Nast realizou a primeira ilustração de Santa Claus descendo por uma chaminé, embora ainda tivesse o tamanho de um duende. Pouco a pouco ele começa a ficar mais alto e barrigudo, ganhar barba e bigode brancos e a aparecer no Pólo Norte.
O símbolo de Santa Claus foi logo utilizado pela publicidade comercial. Em 1931, a Coca-Cola encomendou ao artista Habdon Sundblom a remodelação do Santa Claus de Nast para torná-lo ainda mais próximo. Sundblom se inspirou em um vendedor aposentado e assim nasceu - de uma propaganda da Coca-Cola! - o Papai Noel que a gente conhece.
Árvore de Natal, a origem:A origem da árvore de Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milênio A.C.. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século 16. Foi a partir do século 19 que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século 20, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.
Presépio, a origem:As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio, que hoje é uma tradição na Itália, na Espanha, na França, no Tirol austríaco, na Alemanha, na República Checa, na América Latina e nos Estados Unidos.
A tradição católica diz que o presépio surgiu no século 13, quando São Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível e, com a permissão do papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, um boi e um jumento vivos perto dela. Nesse cenário foi celebrada em 1223 a missa de Natal. O sucesso dessa representação do presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres.
Na Espanha, a tradição chegou pela mão do monarca Carlos III, que a importou de Nápoles no século 18. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século 19 e na França não o fez até inícios do século 20.
Enfeites de Natal, o significado:As bolas e estrelas que enfeitam a árvore de Natal representam as primitivas pedras, maçãs ou outros elementos que no passado enfeitavam o carvalho precursor da atual árvore de Natal. Cada um desses enfeites tem em si um significado.
Antes de que fossem substituídas por lâmpadas elétricas coloridas, as velas eram enfeites comuns nas árvores e simbolizam a purificação, com a chama sendo acesa como a representação de Cristo, a luz do mundo. As ferraduras são um clássico amuleto que atrai a boa sorte.
As habituais pinhas se utilizam como um símbolo da imortalidade e os sininhos como mostra do júbilo natalino. As maçãs e as bolas de cores, sua mais tradicional variante, desenvolvidas pelos sopradores de vidro da Boêmia do século 18, são signos que atraem de abundância.
Finalmente, as estrelas anunciam os desígnios de Deus. Segundo conta a Bíblia, cada estrela tem um anjo que vela por ela, crença que suporta a antiga idéia de que cada uma das que povoa o firmamento é em si mesma um anjo. A que se põe no alto da árvore de Natal refere-se à de Belém.
Missa do Galo, a origem:É com o nome de Missa do Galo que se conhece a missa celebrada na noite de Natal. Sua denominação provém de uma fábula que afirma que foi esse animal o primeiro a presenciar o nascimento de Jesus, ficando encarregado de anunciá-lo ao mundo. Até o começo do século 20 era costume que a meia-noite fosse anunciada dentro do templo por um canto de galo, real ou simulado.
Essa missa apareceu no século 5 e, a partir da Idade Média, transformou-se em uma celebração jubilosa longe do caráter solene com que hoje a conhecemos. Até princípios do século 20, perdurou o costume de reservar aos pastores congregados ali o privilégio de serem os primeiros a adorarem o Menino Jesus. Durante a adoração, as mulheres depositavam doces caseiros, que logo trocavam por pão bento ou Pão de Natal.
Era também costume reservar um pedaço deste pão como amuleto, ao qual só se podia recorrer em caso de doença grave. Outra tradição que perdurou é a de estrear nessa noite uma peça de roupa com a qual se afastava o demônio. Em algumas regiões, esta missa se celebra durante as primeiras horas do dia. Na maioria dos países da América de língua espanhola é tradição que toda a família acuda a ela unida e para os panamenhos é o momento mais importante das festas.
Esta palavra é direcionada aos “cristãos evangélicos”:
Irmãos, é inadmissível a existência dos símbolos natalinos (árvores, enfeites; coroas; Papai Noel; presépios; anjos; etc.) em nossos lares. São oriundos do paganismo e ou catolicismo e destoam profundamente dos ensinos expressos na Bíblia. Todos os nossos atos devem visar à honra e a glória de nosso Mestre, a entrada dos símbolos natalinos em nossas casas nos afasta da verdade divina.
Como devemos ver o natal?
Encare o natal como uma “data simbólica”, mundialmente aceita em comemoração ao nascimento do Senhor Jesus e apenas isto!
Não participe dos costumes e práticas comuns àqueles que continuam a andar conforme seus próprios impulsos, na ignorância espiritual.
Irmãos, é inadmissível a existência dos símbolos natalinos (árvores, enfeites; coroas; Papai Noel; presépios; anjos; etc.) em nossos lares. São oriundos do paganismo e ou catolicismo e destoam profundamente dos ensinos expressos na Bíblia. Todos os nossos atos devem visar à honra e a glória de nosso Mestre, a entrada dos símbolos natalinos em nossas casas nos afasta da verdade divina.
Como devemos ver o natal?
Encare o natal como uma “data simbólica”, mundialmente aceita em comemoração ao nascimento do Senhor Jesus e apenas isto!
Não participe dos costumes e práticas comuns àqueles que continuam a andar conforme seus próprios impulsos, na ignorância espiritual.
Quanto às crianças, é urgente ensiná-las que tudo isto é uma prática comum às demais religiões, não aconselhável aos seguidores das verdades expressas na Bíblia, não é uma fonte de bênção para nossa vida. Cultivar a idéia da existência do Papai Noel, certamente é loucura diante do Eterno. E, não procure justificativas para manter viva em seu lar ou igreja as tradições natalinas. Lembre-se, que todas as práticas pagãs são contrárias aos princípios do Senhor, inclusive, as adaptadas ao cristianismo.
Verdadeiramente, o dia de nosso Senhor Jesus, é aquele consagrado para servi-LO e honrá-LO. E isto quando é feito com o coração puro e santo, sobe diante do trono, como aroma suave e agradável.
Ao ler esta mensagem, é provável que a denomine de inconsistente, devido a não citação de textos bíblicos, irmãos o tema é tão claro e óbvio que é desnecessário. No entanto, gostaria que você fosse espiritual o suficiente para deixar o Espírito Santo ministrar em teu coração. Não lute contra a verdade explicita do Senhor e não seja partidário daqueles que levados pela carne (desejos, emoções, tradições, etc.) logo declaram: “Não tem nada a ver!” e como cegos que são, compartilham dos mesmos costumes comuns aos que vive uma realidade não bíblica.
Em nossos dias o natal, de certa forma, continua representando uma festa pagã, declaradamente dedicada ao consumismo, para alegria do comércio.
Eu não sou contra a realização de cultos no dia 25 de dezembro. Devemos honrar e louvar o Senhor Jesus todos os dias do ano, inclusive, no data simbolicamente dedicado ao Seu nascimento. Mas, sou profundamente contrário à importação de costumes e práticas sabidamente anti-bíblicas e a sua inclusão na igreja de Cristo Jesus.
Verdadeiramente, o dia de nosso Senhor Jesus, é aquele consagrado para servi-LO e honrá-LO. E isto quando é feito com o coração puro e santo, sobe diante do trono, como aroma suave e agradável.
Ao ler esta mensagem, é provável que a denomine de inconsistente, devido a não citação de textos bíblicos, irmãos o tema é tão claro e óbvio que é desnecessário. No entanto, gostaria que você fosse espiritual o suficiente para deixar o Espírito Santo ministrar em teu coração. Não lute contra a verdade explicita do Senhor e não seja partidário daqueles que levados pela carne (desejos, emoções, tradições, etc.) logo declaram: “Não tem nada a ver!” e como cegos que são, compartilham dos mesmos costumes comuns aos que vive uma realidade não bíblica.
Em nossos dias o natal, de certa forma, continua representando uma festa pagã, declaradamente dedicada ao consumismo, para alegria do comércio.
Eu não sou contra a realização de cultos no dia 25 de dezembro. Devemos honrar e louvar o Senhor Jesus todos os dias do ano, inclusive, no data simbolicamente dedicado ao Seu nascimento. Mas, sou profundamente contrário à importação de costumes e práticas sabidamente anti-bíblicas e a sua inclusão na igreja de Cristo Jesus.
sábado, 10 de dezembro de 2011
I. A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (At 13-14) 1. De Antioquia a Chipre (At 13.1-12). O ponto de partida da primeira viagem de Paulo foi Antioquia da Síria (é a moderna Antakya, na Turquia. Atualmente é um sítio arqueológico). Antioquia ocupa um importante lugar na história do cristianismo. Foi onde Paulo pregou o seu primeiro sermão (numa sinagoga), e foi também onde os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de Cristãos (At 11.26). Barnabé e Marcos o acompanharam, tendo embarcado na cidade portuária de Selêucida. Chegando na ilha de Chipre, terra natal de Barnabé, anunciam a Palavra de Deus nas Sinagogas de Salamina, cruzam toda a ilha até Pafos, onde Paulo pregou para o procônsul Sérgio Paulo e onde Elimas, o mágico, se opôs a pregação do Evangelho. 2. De Chipre a Antioquia da Pisídia (At 13.13-52). Saindo da Ilha de Chipre, partiram em direção à Galácia do Sul (Psídia e Licaônia), no continente, passando por Perge, na Panfília, lugar de separação da equipe, quando João Marcos, assustado com a hostilidade daquele povo, retornou para Jerusalém. De Perge, rumaram para Antioquia da Psídia, que na verdade, não se encontrava na Pisídia, e, sim na Frigia e por ficar próxima da fronteira com a Pisídia, recebeu este nome a fim de distinguí-la da outra Antioquia, da Síria. Era uma colônia e um posto militar avançado dos romanos, sendo a cidade mais importante da Galácia do Sul. 3. De Icônio ao regresso a Antioquia (At 14.1-28). Expulso de Antioquia da Psídia, Paulo segue para Icônio, onde enfrenta rígida oposição tanto de judeus quanto de gentios. Partiram rumo à Licaonia e fundaram as igrejas de Listra e Derbe. Foi em Listra, onde através de Paulo, um coxo fora curado (14.8-10). Isso chamou a atenção das multidões e Paulo aproveitou o momento para anunciar o Evangelho. Aqui, os missionários são confundidos com Zeus (na mitologia grega, é o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e deus do céu e do trovão) e Hermes (um dos deuses olímpicos, filho de Zeus e de Maia, e possuidor de vários atributos). Os judeus de Antioquia da Psídia e de Icônio o atacaram e ele foi arrastado da cidade, quase morto (At 14.19). Depois disto, Paulo e Barnabé partiram para Derbe e de lá para a Igreja que os enviara, Antioquia da Síria, confirmando antes as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Psídia (14.22), estabelecendo pastores nativos em cada uma delas. Finda assim, a primeira viagem missionária, que durou cerca de dois anos e cujo relato de Lucas, ocupa os capítulos 13 e 14 de Atos. SINÓPSE DO TÓPICO (1) Logo depois de serem comissionados pelo Espírito Santo, a Igreja de Antioquia enviou Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. II. A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (At 15.36-18.28) 1. Em direção à Ásia (15.36-16.8). Depois do Concílio de Jerusalém, Paulo resolve executar outra viagem com os objetivos de visitar as igrejas fundadas na primeira missão e abrir outros campos de trabalho. Houve entre os missionários uma pendenga acerca de João Marcos, sobrinho de Barnabé, cuja participação nessa viagem não foi aceita por Paulo causando a separação apesar de terem continuado amigos. Paulo forma nova equipe, dessa vez com Silas e já em Listra, Timóteo junta-se a eles. Nessa segunda missão, Paulo viaja por terra, saindo de Antioquia da Síria em direção à Ásia Menor (atual Turquia). Atravessou a Cilícia, região onde se situava Tarso, sua terra natal [não existe registro de que Paulo tenha desempenhado algum papel missionário em sua terra natal], seguindo para Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Psídia, confortando os novos crentes na fé e comunicando a decisão do Concílio de Jerusalém. O trio de missionários atravessam a região frígio-gálata [onde o Espírito Santo os impede de anunciar o evangelho – At 16.6]. Seguiram para Mísia e tentaram rumar à Bitínia, mas também o Espírito Santo não os permitiu (At 16.7). Toda a iniciativa no evangelismo e na atividade missionária, especialmente no caso das viagens missionárias registradas em Atos, deve ser orientada pelo Espírito Santo, como vemos em 1.8; 2.14-41; 4.8-12,31; 8.26-29,39,40; 10.19,20; 13.2; 16.6-10; 20.22. A orientação aqui, pode ter ocorrido em forma de uma revelação profética, de um impulso interior, de circunstâncias externas, ou visões (vv. 6-9). Pelo impulso do Espírito, avançavam para levar o evangelho aos não salvos. Quando o Espírito os impedia de ir numa direção, iam noutra, confiando nEle para aprovar ou desaprovar seus planos de viagem[1]. 2. Em direção à Europa (16.12-18.18). Em Trôade [antiga Tróia da Ilíada de Homero], Paulo tem uma visão em que alguém lhe dizia: ‘Passa à Macedônia e ajuda-nos!’ (16.9). Em Trôade, a equipe ganha o reforço de Lucas. Da Ásia Menor, navegaram por dois dias em direção à Macedônia, a primeira região da Europa a ser visitada pelo apóstolo Paulo nesta sua segunda viagem missionária. Depois de chegar a Neápolis, o porto de Filipos, no nordeste da Macedônia, colônia romana e uma das principais cidades da Macedônia. Com essa visita, Paulo fundou a primeira igreja européia. A igreja fora organizada na casa de Lídia, rica comerciante vendedora de púrpura. Aqui, a cidadania romana de Paulo foi desrespeitada quando preso por libertar uma cativa de Satanás. Parece que Lucas permaneceu em Filipos quando Paulo, Silas e Timóteo percorreram as cidades macedônias de Anfípolis (uns 50 km de Filipos) e Apolônia (uns 50 km de Anfípolis). A seguir, Paulo visitou respectivamente as cidades macedônias de Tessalônica (uns 60 km de Apolônia), a principal cidade da Macedônia, com uma população constituída de gregos, romanos e judeus. Por três semanas pregou na sua sinagoga e por causa da perseguição, rumou para Beréia (uns 80 km de Tessalônica). Os bereanos foram mais receptivos e Paulo, na sinagoga, anuncia o Evangelho e não demorou muitos para os judeus de Tessalônica os perseguir também em Beréia e de lá tiveram que fugir às pressas e sozinho, indo para Atenas, deixou Silas e Timóteo naquela localidade (At 17.1-12). O bom relatório que Timóteo trouxe, ao retornar, induziu Paulo a escrever a sua primeira carta aos tessalonicenses (1Ts 3.6; At 18.5). A sua segunda carta aos tessalonicenses seguiu-se pouco depois. 3. Regresso. Paulo agora navega para Atenas, o centro cultural do mundo grego, onde se encontra com os filósofos estóicos e epicureus e defende o Evangelho no areópago, resultando numa pequena igreja. De lá, rumou para Corinto, na Acaia e por um ano e meio ensinou a Palavra de Deus. Morou na casa de Áquila [judeu do Ponto, expulso de Roma por determinação de Cláudio] e sua mulher Priscila. De Corinto, parte para Cencréia, a cidade portuária, de onde rumou para sua base, com breve parada em Éfeso, navegando em seguida rumo à Cesaréia, de onde seguiu para Jerusalém e depois Antioquia da Síria (18.22). É o fim de sua segunda viagem missionária. SINÓPSE DO TÓPICO (2) O Espírito Santo conduz o apóstolo a realizar sua segunda viagem missionária. III. TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (At 18.23-28.31) 1. De Antioquia a Macedônia (18.23-20.3). Paulo inicia a terceira viagem partindo de sua base em Antioquia da Síria, como fez das outras vezes. Lucas omite detalhes dessa trajetória até chegar em Éfeso, capital da Ásia Menor e mais importante cidade da região devido seu posicionamento geográfico onde cruzavam-se importantes rotas comerciais. Era o centro da adoração à Diana (Na Grécia, Ártemis ou Artemisa) e seu templo, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Por Éfeso havia passado Apolo, discípulo de Áquila. Paulo encontrou lá uma comunidade de doze crentes que conheciam apenas o batismo de João (At 19.1-7). Novamente Paulo ruma em direção à Corinto onde passou três meses e de onde escreveu a Epístola aos Romanos em 58 d.C. De volta à Antioquia da Síria, passa por Filipos, na Macedônia até chegar a Mileto. 2. De Filipos a Jerusalém (20.6-21.17). De Mileto, manda chamar os anciãos da Igreja em Éfeso e na praia local procedeu ao célebre discurso de despedida (20.17-38). Rumando à Cidade Santa, passa por Cesaréia e pela Fenícia. 3. Paulo em Jerusalém. Pelo Espírito, Paulo é avisado dos perigos que o esperavam na Cidade Santa. O Espírito Santo não estava proibindo Paulo de ir a Jerusalém, pois era da vontade de Deus que ele fosse. Deus, porém, estava dando a Paulo um aviso: que muito sofrimento o aguardava na sua ida para lá. Provavelmente o Espírito disse aqui, em Tiro, o mesmo que dissera em Cesaréia (vv. 8-14). Paulo, porém, estava decidido e disposto até mesmo a morrer por amor do evangelho (vv. 10-14). Em Jerusalém, os crentes aceitaram Paulo, e ele falou com Tiago e os presbíteros sobre o trabalho entre os gentios (21.17-19). Os irmãos de Jerusalém comentaram com Paulo a respeito de algumas pessoas que tinham recebido informações de outras que ele estava tentando destruir os costumes da lei de Moisés, e sugeriram que ele fosse purificado no Templo com alguns outros homens, para mostrar que ele não era oposto às práticas judaicas (21.20-24); Paulo aceitou o conselho, e entrou no Templo com os outros homens para ser purificado (21.26; veja 1Co 9.20) e acaba preso no Templo. Defende-se diante do povo e do Sinédrio e é enviado para Cesaréia, onde se apresenta diante de Félix, Festo e Agripa II. Aqui temos o início de uma quarta viagem missionária, dessa vez, para Roma, por ter apelado para César na condição de prisioneiro romano. SINÓPSE DO TÓPICO (3) O Espírito Santo conduzia Paulo de cidade em cidade, fortalecendo-o para que realizasse sua terceira viagem missionária. (III. CONCLUSÃO) Paulo não dispunha dos recursos que estão à disposição da Igreja hoje, mas realizou muito mais do que todos nós juntos. A pé ou em velhas e sujas embarcações, em perigos de salteadores, em naufrágios e em perseguições, mas em tudo isso, soube aproveitar as situações para a glória de Deus e alcançar os que haviam de ser salvos. Por tudo o que sofreu durante o seu ministério, tornou-se o modelo a ser seguido para todos nós. APLICAÇÃO PESSOAL Não restam dúvidas de que Paulo seja realmente o maior missionário da história da Igreja, pelo muito que realizou em tão pouco tempo e com recursos paupérrimos. O motivo do seu sucesso ministerial foi sem dúvidas, a submissão à voz do Espírito Santo que o guiou por todos os caminhos. Mas devemos considerar também o preparo intelectual de Paulo. Talvez dominasse o aramaico, o idioma da Palestina, também o hebraico falado pelos mais cultos em Israel e a língua ‘sagrada’ das Escrituras; educado em duas culturas (grega e judaica), dominava as principais línguas faladas no Império, possuidor de uma cultura invejável adquirida em Tarso, zelo espiritual aprendido na mais severa seita dos fariseus, aos pés de Gamaliel, em Jerusalém; por profissão, fazedor de tendas. Com todo esse preparo, ele pode ser usado nas mãos do Senhor que o comissionara para este ministério desde o ventre de sua mãe. Deixou de lado as regras, tradições e todo o passado do qual tanto se gloriara, para levar avante a ordem de Jesus; ‘Por que hei de enviar-te aos gentios de longe’ (At 22.21). Que lição aprendemos com Paulo! O desafio de todo crente é ser um “missionário”, um “atalaia”, comissionado e orientado pelo Espírito Santo através da igreja (At 13.4). Para isso, é preciso o preparo, a formação, o zelo e a dedicação, e uma intimidade com Cristo, a exemplo de Paulo. “Para o louvor da glória de Sua graça” (Ef 1.6,12,14), Francisco A Barbosa auxilioaomestre@bol.com.br NOTAS BIBLIOGRAFICAS [1]. STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; Adaptado da nota textual de At 16.6; Lições Bíblicas 1º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Atos dos Apóstolos – Até aos confins da terra; Lições Bíblicas 3º Trim 1996 – Jovens e Adultos: Atos – O padrão para a Igreja da última hora. pp. 79-85; Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001; Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.I. A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (At 13-14) 1. De Antioquia a Chipre (At 13.1-12). O ponto de partida da primeira viagem de Paulo foi Antioquia da Síria (é a moderna Antakya, na Turquia. Atualmente é um sítio arqueológico). Antioquia ocupa um importante lugar na história do cristianismo. Foi onde Paulo pregou o seu primeiro sermão (numa sinagoga), e foi também onde os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de Cristãos (At 11.26). Barnabé e Marcos o acompanharam, tendo embarcado na cidade portuária de Selêucida. Chegando na ilha de Chipre, terra natal de Barnabé, anunciam a Palavra de Deus nas Sinagogas de Salamina, cruzam toda a ilha até Pafos, onde Paulo pregou para o procônsul Sérgio Paulo e onde Elimas, o mágico, se opôs a pregação do Evangelho. 2. De Chipre a Antioquia da Pisídia (At 13.13-52). Saindo da Ilha de Chipre, partiram em direção à Galácia do Sul (Psídia e Licaônia), no continente, passando por Perge, na Panfília, lugar de separação da equipe, quando João Marcos, assustado com a hostilidade daquele povo, retornou para Jerusalém. De Perge, rumaram para Antioquia da Psídia, que na verdade, não se encontrava na Pisídia, e, sim na Frigia e por ficar próxima da fronteira com a Pisídia, recebeu este nome a fim de distinguí-la da outra Antioquia, da Síria. Era uma colônia e um posto militar avançado dos romanos, sendo a cidade mais importante da Galácia do Sul. 3. De Icônio ao regresso a Antioquia (At 14.1-28). Expulso de Antioquia da Psídia, Paulo segue para Icônio, onde enfrenta rígida oposição tanto de judeus quanto de gentios. Partiram rumo à Licaonia e fundaram as igrejas de Listra e Derbe. Foi em Listra, onde através de Paulo, um coxo fora curado (14.8-10). Isso chamou a atenção das multidões e Paulo aproveitou o momento para anunciar o Evangelho. Aqui, os missionários são confundidos com Zeus (na mitologia grega, é o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e deus do céu e do trovão) e Hermes (um dos deuses olímpicos, filho de Zeus e de Maia, e possuidor de vários atributos). Os judeus de Antioquia da Psídia e de Icônio o atacaram e ele foi arrastado da cidade, quase morto (At 14.19). Depois disto, Paulo e Barnabé partiram para Derbe e de lá para a Igreja que os enviara, Antioquia da Síria, confirmando antes as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Psídia (14.22), estabelecendo pastores nativos em cada uma delas. Finda assim, a primeira viagem missionária, que durou cerca de dois anos e cujo relato de Lucas, ocupa os capítulos 13 e 14 de Atos. SINÓPSE DO TÓPICO (1) Logo depois de serem comissionados pelo Espírito Santo, a Igreja de Antioquia enviou Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária. II. A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (At 15.36-18.28) 1. Em direção à Ásia (15.36-16.8). Depois do Concílio de Jerusalém, Paulo resolve executar outra viagem com os objetivos de visitar as igrejas fundadas na primeira missão e abrir outros campos de trabalho. Houve entre os missionários uma pendenga acerca de João Marcos, sobrinho de Barnabé, cuja participação nessa viagem não foi aceita por Paulo causando a separação apesar de terem continuado amigos. Paulo forma nova equipe, dessa vez com Silas e já em Listra, Timóteo junta-se a eles. Nessa segunda missão, Paulo viaja por terra, saindo de Antioquia da Síria em direção à Ásia Menor (atual Turquia). Atravessou a Cilícia, região onde se situava Tarso, sua terra natal [não existe registro de que Paulo tenha desempenhado algum papel missionário em sua terra natal], seguindo para Derbe, Listra, Icônio e Antioquia da Psídia, confortando os novos crentes na fé e comunicando a decisão do Concílio de Jerusalém. O trio de missionários atravessam a região frígio-gálata [onde o Espírito Santo os impede de anunciar o evangelho – At 16.6]. Seguiram para Mísia e tentaram rumar à Bitínia, mas também o Espírito Santo não os permitiu (At 16.7). Toda a iniciativa no evangelismo e na atividade missionária, especialmente no caso das viagens missionárias registradas em Atos, deve ser orientada pelo Espírito Santo, como vemos em 1.8; 2.14-41; 4.8-12,31; 8.26-29,39,40; 10.19,20; 13.2; 16.6-10; 20.22. A orientação aqui, pode ter ocorrido em forma de uma revelação profética, de um impulso interior, de circunstâncias externas, ou visões (vv. 6-9). Pelo impulso do Espírito, avançavam para levar o evangelho aos não salvos. Quando o Espírito os impedia de ir numa direção, iam noutra, confiando nEle para aprovar ou desaprovar seus planos de viagem[1]. 2. Em direção à Europa (16.12-18.18). Em Trôade [antiga Tróia da Ilíada de Homero], Paulo tem uma visão em que alguém lhe dizia: ‘Passa à Macedônia e ajuda-nos!’ (16.9). Em Trôade, a equipe ganha o reforço de Lucas. Da Ásia Menor, navegaram por dois dias em direção à Macedônia, a primeira região da Europa a ser visitada pelo apóstolo Paulo nesta sua segunda viagem missionária. Depois de chegar a Neápolis, o porto de Filipos, no nordeste da Macedônia, colônia romana e uma das principais cidades da Macedônia. Com essa visita, Paulo fundou a primeira igreja européia. A igreja fora organizada na casa de Lídia, rica comerciante vendedora de púrpura. Aqui, a cidadania romana de Paulo foi desrespeitada quando preso por libertar uma cativa de Satanás. Parece que Lucas permaneceu em Filipos quando Paulo, Silas e Timóteo percorreram as cidades macedônias de Anfípolis (uns 50 km de Filipos) e Apolônia (uns 50 km de Anfípolis). A seguir, Paulo visitou respectivamente as cidades macedônias de Tessalônica (uns 60 km de Apolônia), a principal cidade da Macedônia, com uma população constituída de gregos, romanos e judeus. Por três semanas pregou na sua sinagoga e por causa da perseguição, rumou para Beréia (uns 80 km de Tessalônica). Os bereanos foram mais receptivos e Paulo, na sinagoga, anuncia o Evangelho e não demorou muitos para os judeus de Tessalônica os perseguir também em Beréia e de lá tiveram que fugir às pressas e sozinho, indo para Atenas, deixou Silas e Timóteo naquela localidade (At 17.1-12). O bom relatório que Timóteo trouxe, ao retornar, induziu Paulo a escrever a sua primeira carta aos tessalonicenses (1Ts 3.6; At 18.5). A sua segunda carta aos tessalonicenses seguiu-se pouco depois. 3. Regresso. Paulo agora navega para Atenas, o centro cultural do mundo grego, onde se encontra com os filósofos estóicos e epicureus e defende o Evangelho no areópago, resultando numa pequena igreja. De lá, rumou para Corinto, na Acaia e por um ano e meio ensinou a Palavra de Deus. Morou na casa de Áquila [judeu do Ponto, expulso de Roma por determinação de Cláudio] e sua mulher Priscila. De Corinto, parte para Cencréia, a cidade portuária, de onde rumou para sua base, com breve parada em Éfeso, navegando em seguida rumo à Cesaréia, de onde seguiu para Jerusalém e depois Antioquia da Síria (18.22). É o fim de sua segunda viagem missionária. SINÓPSE DO TÓPICO (2) O Espírito Santo conduz o apóstolo a realizar sua segunda viagem missionária. III. TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (At 18.23-28.31) 1. De Antioquia a Macedônia (18.23-20.3). Paulo inicia a terceira viagem partindo de sua base em Antioquia da Síria, como fez das outras vezes. Lucas omite detalhes dessa trajetória até chegar em Éfeso, capital da Ásia Menor e mais importante cidade da região devido seu posicionamento geográfico onde cruzavam-se importantes rotas comerciais. Era o centro da adoração à Diana (Na Grécia, Ártemis ou Artemisa) e seu templo, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Por Éfeso havia passado Apolo, discípulo de Áquila. Paulo encontrou lá uma comunidade de doze crentes que conheciam apenas o batismo de João (At 19.1-7). Novamente Paulo ruma em direção à Corinto onde passou três meses e de onde escreveu a Epístola aos Romanos em 58 d.C. De volta à Antioquia da Síria, passa por Filipos, na Macedônia até chegar a Mileto. 2. De Filipos a Jerusalém (20.6-21.17). De Mileto, manda chamar os anciãos da Igreja em Éfeso e na praia local procedeu ao célebre discurso de despedida (20.17-38). Rumando à Cidade Santa, passa por Cesaréia e pela Fenícia. 3. Paulo em Jerusalém. Pelo Espírito, Paulo é avisado dos perigos que o esperavam na Cidade Santa. O Espírito Santo não estava proibindo Paulo de ir a Jerusalém, pois era da vontade de Deus que ele fosse. Deus, porém, estava dando a Paulo um aviso: que muito sofrimento o aguardava na sua ida para lá. Provavelmente o Espírito disse aqui, em Tiro, o mesmo que dissera em Cesaréia (vv. 8-14). Paulo, porém, estava decidido e disposto até mesmo a morrer por amor do evangelho (vv. 10-14). Em Jerusalém, os crentes aceitaram Paulo, e ele falou com Tiago e os presbíteros sobre o trabalho entre os gentios (21.17-19). Os irmãos de Jerusalém comentaram com Paulo a respeito de algumas pessoas que tinham recebido informações de outras que ele estava tentando destruir os costumes da lei de Moisés, e sugeriram que ele fosse purificado no Templo com alguns outros homens, para mostrar que ele não era oposto às práticas judaicas (21.20-24); Paulo aceitou o conselho, e entrou no Templo com os outros homens para ser purificado (21.26; veja 1Co 9.20) e acaba preso no Templo. Defende-se diante do povo e do Sinédrio e é enviado para Cesaréia, onde se apresenta diante de Félix, Festo e Agripa II. Aqui temos o início de uma quarta viagem missionária, dessa vez, para Roma, por ter apelado para César na condição de prisioneiro romano. SINÓPSE DO TÓPICO (3) O Espírito Santo conduzia Paulo de cidade em cidade, fortalecendo-o para que realizasse sua terceira viagem missionária. (III. CONCLUSÃO) Paulo não dispunha dos recursos que estão à disposição da Igreja hoje, mas realizou muito mais do que todos nós juntos. A pé ou em velhas e sujas embarcações, em perigos de salteadores, em naufrágios e em perseguições, mas em tudo isso, soube aproveitar as situações para a glória de Deus e alcançar os que haviam de ser salvos. Por tudo o que sofreu durante o seu ministério, tornou-se o modelo a ser seguido para todos nós. APLICAÇÃO PESSOAL Não restam dúvidas de que Paulo seja realmente o maior missionário da história da Igreja, pelo muito que realizou em tão pouco tempo e com recursos paupérrimos. O motivo do seu sucesso ministerial foi sem dúvidas, a submissão à voz do Espírito Santo que o guiou por todos os caminhos. Mas devemos considerar também o preparo intelectual de Paulo. Talvez dominasse o aramaico, o idioma da Palestina, também o hebraico falado pelos mais cultos em Israel e a língua ‘sagrada’ das Escrituras; educado em duas culturas (grega e judaica), dominava as principais línguas faladas no Império, possuidor de uma cultura invejável adquirida em Tarso, zelo espiritual aprendido na mais severa seita dos fariseus, aos pés de Gamaliel, em Jerusalém; por profissão, fazedor de tendas. Com todo esse preparo, ele pode ser usado nas mãos do Senhor que o comissionara para este ministério desde o ventre de sua mãe. Deixou de lado as regras, tradições e todo o passado do qual tanto se gloriara, para levar avante a ordem de Jesus; ‘Por que hei de enviar-te aos gentios de longe’ (At 22.21). Que lição aprendemos com Paulo! O desafio de todo crente é ser um “missionário”, um “atalaia”, comissionado e orientado pelo Espírito Santo através da igreja (At 13.4). Para isso, é preciso o preparo, a formação, o zelo e a dedicação, e uma intimidade com Cristo, a exemplo de Paulo. “Para o louvor da glória de Sua graça” (Ef 1.6,12,14), Francisco A Barbosa auxilioaomestre@bol.com.br NOTAS BIBLIOGRAFICAS [1]. STAMPS, Donald. Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD; Adaptado da nota textual de At 16.6; Lições Bíblicas 1º Trim 2011 – Livro do Mestre, CPAD, Atos dos Apóstolos – Até aos confins da terra; Lições Bíblicas 3º Trim 1996 – Jovens e Adultos: Atos – O padrão para a Igreja da última hora. pp. 79-85; Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001; Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual quando chegou, e viu a graça de Deus se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor" (At 11:19; 22:24).
Problemas é tudo que vemos quando não olhamos para Jesus. Uma vontade enérgica é a alma de um grande caráter. Onde ela existe, há vida; onde não existe, ha desânimo, impotência e depressão. Conseguimos da vida aquilo que nela pomos. O mundo tem para nós exatamente o que temos para ele. É como um espelho que reflete os gestos que fazemos.
Entre as frases mais citadas, nenhuma é mais sutil, e mais repleta de adamantina verdade do que esta que tantas vezes é proferida pelos lábios humanos: “QUERER É PODER”. Quem decide fazer uma coisa, por força dessa mesma decisão bate todas as barreiras e assegura a realização dessa coisa. “Assim como o homem pensa em seu coração, assim ele é”. Pensar que somos capazes é quase sê-lo; decidir sobre uma realização é muitas vezes própria realização.
Gosto de Barnabé não somente pelo que realizou, mas porque, embora não haja muitas coisas escritas sobre seus feitos, eles estão presentes por onde passou. Conhecemos pessoas tão famosas que contribuíram tão pouco para o avanço do cristianismo, mas vemos em Barnabé alguém que de modo simples e produtivo se destacou de forma singular entre os apóstolos do Senhor. Agora, em Antioquia, vamos observar suas qualidades, habilidades e sua larga visão do Reino.
ANTIOQUIA
“As pessoas fracas esperam as oportunidades, as fortes, as criam”.
Antioquia da Síria era a terceira maior cidade do mundo romano, ficava cerca de 25 quilômetros do mar, às margens do rio Orontes. A cidade era um magnífico exemplo de planejamento e arquitetura, testemunho da supremacia da civilização grega realçada pela paz romana. Os habitantes de Antioquia tinham reputação de imoderada exuberância, em parte por causa do seu humor satírico e senso vivo do ridículo, mas, principalmente, pela vida sexual que até a Roma antiga achava excessiva.
Oito quilômetros ao sul, na passagem para os montes, estava o extenso Bosque de Dafne, dominado por uma enorme estátua do deus Apolo. Nesse lugar, centenas de prostitutas ofereciam o corpo a qualquer homem que desejasse adorar a deusa do amor. Entre as árvores e os templos, vivia uma ralé humana composta de escravos fugidos, criminosos, endividados e outros que iam procurar refugio ali.
As vielas e os bosques de Dafne eram terrenos férteis, Antioquia possuía uma grande variedade racial e social. Foi em Antioquia que os do Caminho, foram chamados de cristãos pela primeira vez, significando este termo aqueles que se assemelhavam a Cristo. Antioquia era uma cidade onde, desde tempos remotos, havia muitos judeus, abrigando nos dias de Barnabé e Paulo uma colônia muito numerosa com várias sinagogas espalhadas. Era também um lugar de idolatria e licenciosidade, e Barnabé foi visto pelos apóstolos como a pessoa ideal a ser enviada para lá, a fim de liderar, fazer crescer a igreja.
HERÓIS DESCONHECIDOS ROMPEM EM ANTIOQUIA
“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns homens cíprios e cirenenses; os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor” (At 11.19-21).
A igreja de Antioquia nasceu com uma característica muito especial, ela surgiu do sobrenatural. Ficamos perplexos com métodos utilizados por Deus para realizar grandes feitos. Primeiro, Ele não usou gente famosa, os pioneiros de Antioquia até hoje são desconhecidos; segundo, escapando da morte, esses homens espalhavam vida por onde passavam; terceiro, a mensagem que pregaram aos sábios de Antioquia era a mais simples do mundo: “eles anunciavam o Senhor Jesus” (At 11.20).
Outro fato importante na vida desses desconhecidos era que “a mão do Senhor era com eles” (At 11.21). Quando a mão do Senhor governa vidas, ou uma igreja, as notícias que o vento leva a seu respeito não são de dissensão, ciúmes ou escândalos. Aquela era uma obra do Espírito Santo, e Ele se utilizou de homens de Chipre e de Cirene, pessoas de pele negra, que venceram preconceitos e, no poder do Espírito Santo, abriram a porta para que Barnabé administrasse e desse seguimento.
Foi em Antioquia que as barreiras raciais ruíram. Alguns judeus helenistas, não contentes de pregar a Jesus nas sinagogas aos seus companheiros igualmente helenistas, puseram-se a pregar também aos gentios gregos, resultando em que muitos deles abraçaram a nova fé, de modo que a segunda igreja cristã a ser fundada contava com numerosos membros de origem gentílica.
Era uma época de muito preconceito, pois os gentios eram vistos pelos judeus como pessoas impuras e indignas de relacionarem-se com Deus, mesmo que o evangelho já tivesse alcançado os gentios através da pregação de Pedro na casa de Cornélio. O vento da dispersão impulsionou os que fugiam do Imperador romano para Antioquia. Esses que até hoje não são conhecidos, incendiaram aquela cidade impura, de cerca de meio milhão de habitantes, com a pregação do evangelho.
Como um fogo que incendeia uma floresta seca, esses intrépidos e desconhecidos homens de pele negra pregaram com ousadia, quebraram barreiras e preconceitos raciais, inaugurando uma grande igreja num ambiente totalmente idólatra e imoral. Existem pessoas que precisam se tornar renomadas e conhecidas da mídia, para assim, anunciar o evangelho com mais alcance. Estes, até hoje não foram conhecidos, não têm nomes, não possuíam credenciais, não eram apóstolos, mas uma coisa se diz com relação a eles: “a mão do Senhor era com eles”. Se a mão do Senhor for conosco, já é suficiente.
Como o evangelho é poderoso. Enquanto os apóstolos estavam em Jerusalém, os frutos da pregação já haviam florescido entre os gregos. “E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém” (At 11.22). A fama que chegou não era como a fama que ouvimos hoje em determinadas igrejas. Quando a mão do Senhor governa, os ventos espalham grandezas e maravilhas realizadas pelo Senhor no meio do seu povo. Não há espaços para fofocas ou coisas que nada edificam.
BARNABÉ CHEGA À ANTIOQUIA
“E enviaram Barnabé à Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor” (At 11. 22b-24).
Os apóstolos parecem não ter compreendido que deveriam ficar em Jerusalém apenas até o momento do revestimento (Lc 24.49). Mesmo assim, Deus não deixou de trabalhar, não contou com nenhum deles, e a igreja de Antioquia foi fundada. Ainda sem sentir o calor de uma nova experiência, enviaram Barnabé à Antioquia para que fortalecesse a igreja e administrasse segundo a unção e graça que estavam sobre sua vida.
Deus tem projetos guardados em sem coração para frustrar os mais sábios dos homens. Ele nunca está desprevenido e havia um propósito por Ele desenhado para que Barnabé assumisse o controle daquela missão. Primeiro, manteve os apóstolos em Jerusalém, depois fez com que Barnabé fosse enviado por eles. Nada é por acaso no Reino de Deus.
Barnabé tinha algumas vantagens, e também desafios para enfrentar em Antioquia. Era nativo de Chipre, conhecia a língua grega e compreendia a cultura da época. Todavia, Antioquia era uma cidade moralmente imunda e de péssima reputação. A Fenícia seguia uma religião pagã, e Antioquia, o seu centro, era uma cidade espalhada, com cerca de meio milhão de habitantes, conhecida pelas corridas de bigas, jogo, prostituição, sistema de governo corrupto.
Outro fato importante é que o templo da deusa Diana ficava a 8 quilômetros da cidade e era um antro daquelas que eram chamadas de prostitutas sagradas. Para Barnabé era um grande desafio, pois os novos convertidos poderiam ser seduzidos pela imoralidade da cidade, visto que não possuíam qualquer conhecimento sobre a rica herança religiosa do judaísmo. Eles não conheciam a Deus e não haviam aprendido as Escrituras.
As vantagens de Barnabé se concentram em conhecer a cultura, falar a língua grega, e acima de tudo, por suas qualidades morais, pessoais e espirituais. Pois não existe nenhum outro homem citado no Novo Testamento que reunisse em si as qualidades que Barnabé possuía. “Ele era homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé”. Qualidades que raramente encontramos combinadas nos servos de Deus, inclusive em nós mesmos (At 11.24).
Às vezes encontramos pessoas cheias do Espírito Santo que nem sempre são pessoas de bem; é possível encontrar pessoas de fé que não são cheias do Espírito Santo; ou pessoas de bem, cheias dos Espírito Santo, cuja fé é baixíssima e destoante.
Na verdade, ter essas qualidades combinadas na época de Barnabé era muito diferente do que ocorre em nossos dias. Hoje uma pessoa cheia do Espírito Santo é a que salta, dança e faz piruetas; observemos a vida de Barnabé e veremos o que realmente era ser cheio do Espírito Santo; ser de bem e ser cheio de fé. Era realmente um conceito muito superior ao que existe hoje em dia
BARNABÉ, UM LÍDER DE LARGA VISÃO
“A águia gosta de pairar nas alturas, acima do mundo, não para ver as pessoas de cima, mas para estimulá-las a olhar para cima”. Elisabeth Klüber – Ross
Existem muitas pessoas que não têm visão para a vida nem sabem como obtê-la. Existem outras que até têm uma visão, mas estão presas na lama da confusão, sem saber o que fazer. Existem também aquelas que um dia tiveram uma visão, mas a abandonaram por causa de desânimo, desilusão ou por conta do fracasso e da frustração. Mas a grande verdade é que todos nascemos com um propósito individual. Todavia, o aspecto trágico dessa realidade, é que muitos de nós vivemos toda uma vida sem jamais identificar para que nascemos.
Visão é a habilidade de enxergar além do que nossos olhos físicos conseguem ver. A capacidade de não apenas ver como é, mas também de como pode vir a ser uma realidade. Visão é um conceito inspirado por Deus no coração de um ser humano. A vista é uma função dos olhos, mas a visão é uma função do coração. Nós podemos enxergar e ao mesmo tempo não ter visão.
É simples. Deus deu à humanidade o dom da visão para que não vivêssemos somente por aquilo que podíamos ver. As palavras visão e revelação são, às vezes, usadas de maneira intercalada. Revelar significa desvendar. Algo que é desvendado estava lá o tempo todo, mas não podia ser visto exteriormente.
Por exemplo: o destino de um fruto do carvalho é ser uma árvore. Pela fé, conseguimos ver a árvore dentro da semente. Você tem uma visão dela pelos olhos da mente, porque identifica o potencial na semente. A mesma coisa ocorre conosco. Deus nos criou para um propósito, e para Deus esse propósito já está terminado porque Ele colocou dentro nós o potencial para cumpri-lo.
O que vemos é uma semente, mas o que realmente está ali é uma árvore com frutos, frutos com sementes, e sementes com muitas outras árvores, que formarão em uma floresta. Nosso olhar vê uma semente, mas ali está uma floresta. Para verdadeiros visionários, o mundo projetado por suas visões é mais real do que a realidade concreta ao redor deles.
Conta-se que quando a Disney World foi inaugurada, havia apenas um aparelho de diversão. Walt Disney estava sentado em um banco, olhando fixamente para cima. Um dos trabalhadores, que estava cuidando do gramado, passou por ele e perguntou: “Como está, senhor?”. “Bem, obrigado” respondeu Disney, sem olhar para o homem, e continuou olhando para cima. Então o homem disse: “Sr. Disney, o que o senhor está fazendo?”. “Estou olhando para minha montanha. Vejo a montanha bem ali”, ele respondeu.
Walt contou aos seus arquitetos a respeito dessa montanha. Enquanto a descrevia, eles escreveram o que ele falava, e, em seguida, elaboraram os projetos. Walt morreu antes que a Space Mountain (Montanha Espacial) fosse construída, portanto não chegou a vê-la edificada. Quando a Space Mountain foi inaugurada, o governador e o prefeito estavam presentes, e a viúva de Walt também estava lá.
Um jovem levantou-se para apresentá-la e disse: “E uma pena que o Sr. Walt Disney não esteja aqui hoje para ver esta montanha, mas estamos felizes pelo fato de sua esposa estar aqui”. A Sra. Disney foi até o pódio, olhou para a multidão e disse: Devo corrigir este jovem. “Walt já viu a montanha. É você que a está vendo apenas agora”.
A visão é a energia de uma liderança eficaz. Quando um líder vive a reclamar, sente-se oprimido e cansado, é porque está sem visão. Quem tem visão vive por ela, ela é sua força. Veja quão grande exemplo nos deixou Calebe, que após ter visto e entrado na terra prometida, foi incluído no grupo dos insurretos de Israel e condenado mesmo sem culpa a rodear o deserto por quarenta lastimosos anos. Ele nunca se cansou, e quando chegou o fim daquele castigo, disse a Josué:
“E agora eis que o Senhor me conservou em vida, como disse; quarenta e cinco anos são passados, desde que o Senhor falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e agora eis que hoje tenho já oitenta e cinco anos; E ainda hoje estou tão forte como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força então, tal é agora a minha força, tanto para a guerra como para sair e entrar. Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou aquele dia; pois naquele dia tu ouviste que estavam ali os anaquins, e grandes e fortes cidades. Porventura o Senhor será comigo, para os expulsar, como o Senhor disse” Js 14. 10-12).
Um líder precisa ter um destino, um lugar onde chegar. O sentido de uma liderança é a vida. Pois um verdadeiro líder deve dar sentido à vida de seus liderados. Barnabé incentivou os irmãos a permanecer no Senhor com propósito, procurou instruí-los, e eles receberam o reconhecimento público de que se pareciam com Jesus Cristo. Nada muda sem liderança, nada acontece sem liderança, nada melhora sem liderança, nada se corrige sem liderança. Os líderes não mantêm as coisas, eles as melhoram.
A qualidade de um líder determina a qualidade do povo. Jamais devemos culpar o povo pelo fracasso de nossa organização se somos os líderes. Quando melhoramos, o povo também melhora, e se afundamos, o povo também afunda. Por que o povo de Antioquia foi comparado a Cristo? Simplesmente porque sua liderança se parecia com Cristo. Os líderes não gerenciam alvos, eles projetam destinos. Não possuem visões ambiciosas, estão dispostos a morrer por uma visão.
Na verdade, não podemos acreditar na visão de quem não é capaz de morrer por ela. Quem tem visão se torna um catalizador, sempre doa ao povo. Infelizmente, muitos líderes fracassam porque dão ao povo sua personalidade e não sua visão. Líderes passam, mas a visão é de gerações, não é pessoal, não é nossa, é para os filhos que ainda não nasceram. O fracasso está em querer transferir ao povo a nossa personalidade e não a visão que Deus nos deu. Porque na morte, tudo morre sem a transferência.
O que faz o bom pastor? O que disse Jesus? O bom pastor dá a vida por sua ovelhas. Será que suportamos ataques por causa da visão? Seriamos nós como Calebe algum dia? Entenda: se não estamos dispostos a morrer pela visão, ela não é visão, é apenas um emprego. A visão dada por Deus sempre irá edificar o povo e nunca destruí- lo. Líderes que espalham não são líderes. Líderes verdadeiros sabem reconhecer até seus limites, sabem reconhecer quem irá além deles, sabem incentivá-los, sabem prepará-los.
Quem você está preparando para assumir seu lugar amanhã? Ninguém? Então você não é líder. Líderes projetam outros líderes, sabem que não são eternos. Barnabé, preparou os crentes de Antioquia, a única igreja da Ásia que nunca recebeu uma repreensão. Preparou Saulo, preparou João Marcos, isto é ser líder. Líderes que têm visão sabem até onde podem ir, sabem seu tempo, sabem que não podem fazer tudo sozinhos, sabem que são limitados.
Uma vida sem visão é uma existência pobre. Sem uma visão do futuro, a vida perde o seu significado. E a ausência de significado leva à falta de esperança. Sempre que as pessoas estão desanimadas com a sua própria vida, elas podem se tornar rancorosas em relação a tudo em redor. Elas se sentem como se estivessem desperdiçando a vida e começam a viver vagamente. Não importa quanto dinheiro uma pessoa tenha, qualquer um que viva assim é pobre.
É profundamente desolador saber que, apesar de termos recebido uma visão singular, muitos de nós acabamos enterrando nossos sonhos e nos conformando com uma existência inferior, transformando-nos num cemitério do precioso tesouro de Deus. Muitas pessoas passam a vida inteira se distanciando daquilo que Deus planejou que elas fossem, porque nunca reconheceram quem são em primeiro lugar.
Diz-se que há três tipos de pessoas no mundo: Primeiro, há aquelas que parecem que nunca percebem o que está acontecendo ao redor delas. Segundo, há aquelas que perguntam: “O que acabou de acontecer?” E, terceiro, há aquelas que fazem as coisas acontecerem. Qual dessas será você? Já se perguntou para que propósito você foi criado? Já capturou a visão que Deus tem para sua vida? Pessoas de visão nunca se deixam abater, sabe por quê? Porque estão sempre no futuro. Nada aqui poderá detê-las.
Elas não enfraquecem, não desistem em hipótese alguma. Elas são como Neemias, jamais descem, jamais param o que estão fazendo quando são incomodadas por pessoas que não têm o que fazer. Sabe de uma verdade? Quem não tem o que fazer sempre vai querer que você faça o mesmo que ele. Seja como Barnabé, veja, tenha sempre seus olhos no amanhã, sonhe e transforme em realidade o que Deus já colocou em sua vida. A propósito, você é um líder?
AS TRÊS VISÕES DE BARNABÉ
E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia. O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, alegrou-se, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração; porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor. E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia. E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos (At 11. 22-26).
OLHOU PARA A IGREJA E VIU A GRAÇA DE DEUS
Barnabé era um homem de qualidades combinadas. Um homem de bem, cheio do Espírito Santo e acima de tudo, cheio de fé (At 11.24). Um homem de grande sensibilidade espiritual para conhecer coisas divinas. Assim que chega à Antioquia e olha para a igreja ali estabelecida vê a graça de Deus e se alegra (At 11.23).
O que Barnabé contemplou é o que todo homem espiritual sabe existir na igreja do Senhor, uma graça sobrenatural que nos alegra. Todavia, para os espirituais isso é notório e verdadeiro, mas não para os que estão de fora. Sabemos que essa graça impactante está na igreja, mas necessita estar incorporada não no templo, mas na vida de cada membro que a compõe.
Essa glória vista por Barnabé necessitava impregnar a vida daqueles membros para que os de fora fossem contagiados por ela também. Barnabé era o homem escolhido para conduzir Antioquia a um nível de unção diferente e contagiante naquela região. Então, de modo especial, ele sente que sozinho não poderia e, embora, fosse um homem de grandes qualidades, necessitava da ajuda de alguém que rompesse com o natural. Assim, ele tem uma segunda visão: descer a Tarso em busca de Saulo para que se una a ele nesse propósito.
BARNABÉ NÃO TEMEU SER SUPERADO
O que hoje para muitos é um risco, significou foi o sucesso da igreja que estava em Antioquia. Barnabé não viu Saulo como alguém que fosse superá-lo e tomar seu lugar. Em primeiro lugar ele pensou no bem estar da igreja, dando-lhe o melhor. Pensou legitimamente no Reino e não em sucesso ministerial. Viu Saulo como um aliado na tarefa de elevar a performance espiritual daquele povo e assim, glorificar o nome do Senhor naquela região.
Barnabé reconheceu suas limitações. Sabia que a obra de Deus não se faz somente por que se é bom, cheio do Espírito Santo e por fé. Ela se faz com unidade e determinação. Pois ainda que tenhamos todos os dons nada se deve fazer de forma egoísta. É preciso aprender que outros precisam brilhar e brilhar através de nós.
Barnabé foi uma ponte para o ministério de Saulo. Ele era o líder da obra, mas a sabedoria para moldar aquele povo estava sobre Saulo. É neste momento que surge a sua terceira visão.
A VISÃO DO FUTURO
Em Saulo havia algo que não havia em Barnabé, como em todos nós existe algo que não existe em outros. Mas Barnabé pensou no futuro de seu povo e não em seu sucesso como pastor de Antioquia.
Ele olhou para Saulo e viu o futuro, viu uma igreja estruturada e juntos formaram uma equipe sobrenatural. Saulo foi o instrumento que conduziu os crentes de Antioquia ao exercício da Palavra. Durante todo um ano, eles se ampararam da tarefa de ensinar. O resultado foi tão surpreendente que a graça que Barnabé havia visto na igreja impregnou de tal modo a vida dos crentes que, ao passar pelas ruas, eles foram confundidos com miniaturas de Cristo.
Essa dupla não formou grandes homens, crentes famosos, formou pequenos Cristos. Em Antioquia eles foram pela primeira vez reconhecidos, não como seguidores de Cristo, mas como réplicas menores daquele a quem serviam. Infelizmente, hoje, criamos não miniaturas de Cristo, mas homens que se acham deuses e donos de uma igreja pela qual jamais teriam a capacidade de morrer.
QUE VIU BARNABÉ?
1 — Que nem tudo o que valorizamos como bom está em cima. É necessário descer para Tarso, é necessário olhar para baixo. Que tal descer?
2 — Existem muitas peças que foram ungidas para grandes obras, mas que precisam ser elevadas. Não foram ainda utilizadas. Estão ainda embaixo esperando que surja um Barnabé para lhes estender a mão.
3 — O medo de serem superados impede que levantemos aqueles que avançarão mais do que nós. Barnabé foi a ponte para Saulo desenvolver seu ministério. Ser ponte é saber se colocar embaixo, muitos não observam a ponte, mas o que está sobre ela. Barnabé soube ser ponte, você saberá?
4 — Não importa ser bom e ter muitas qualidades no Reino de Deus, o importante é saber se relacionar, unir forças e trabalhar, não para si; mas para que o Reino se desenvolva.
Ev.Marcos Augusto Silva
sábado, 20 de agosto de 2011
A Cidade de Colossos
Colossos era uma cidade importante, situada nas proximidades do rio Meander, no vale do Lico e, por isso, acompanhava a principal rota comercial que ligava as cidades da Frígia, no leste, com Éfeso, no oeste. Os registros históricos indicam que essa cidade desfrutava de imensa riqueza e prestígio, nos tempos antigos (anterior a 400 a.C.). Graças a seus interesses comerciais, Colossos havia sido uma cidade cosmopolita importante, que incluía diferentes elementos religiosos e culturais. A população judaica devia-se em parte a Antíoco III, que fixou cerca de dois mil judeus da Mesopotâmia e da Babilônia nessa área, em torno do ano 200 a.C. Observa G.L. Munn que "ao redor de 62 a.C. os judeus do vale do Lico eram tão numerosos que o governador romano proibiu a exportação de dinheiro destinado a pagar o imposto do templo." Conforme Cícero, haveria uns dez mil judeus residentes naquela área da Frígia.
A importância de Colossos como cidade diminuiu nos períodos helenístico e romano. Na época do apóstolo Paulo, era a cidade menos importante da área. Registram os historiadores que ela havia sido severamente devastada por um terremoto em 61 d.C. e, diferentemente das cidades vizinhas de Laodicéia (cerca de dezesseis quilômetros a oeste), e Hierápolis (cerca de vinte e cinco quilômetros), Colossos jamais foi reconstruída. O local havia sido completamente abandonado em torno do século oitavo d.C, e até hoje nenhuma obra arqueológica foi realizada em suas ruínas.
A Igreja em Colossos
Pouco se sabe a respeito da fundação da igreja colossense. O livro de Atos não registra especificamente uma visita que Paulo houvesse realizado a Colossos, embora alguns eruditos como Bo Reicke tenham sugerido que o apóstolo poderia ter ido a essa cidade e a outras do vale do Lico, em sua terceira viagem missionária. Teria sido quando Paulo passou "sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia" (18:23) e "pela estrada do interior" a caminho de Éfeso (19:1). Para Reicke, isto significa os vales do Lico e do Meander, que teriam sido acessíveis pela estrada comercial que ligava Colossos à Antioquia da Pisídia.
Se isto for verdade, Paulo poderia ser considerado o fundador da igreja. Ele conhece vários membros da congregação (4:7-17; Filemom); os que não o conhecem pessoalmente (2:1) poderiam ser novos convertidos. As evidências internas da epístola induzem o leitor a crer que os colossenses haviam ouvido as boas-novas pela primeira vez da parte de Epafras (1:7), que era de Colossos (4:12), e se tornara um dos colaboradores de Paulo no vale do Lico (4:13). É possível que Epafras tenha ouvido o ensino de Paulo em Éfeso, tenha-se convertido ao cristianismo e voltado para sua terra a fim de fundar ali uma igreja. De acordo com esta reconstrução, Paulo estaria relacionado — indiretamente — à fundação dessa igreja. Dir-se-ia o mesmo a respeito de outras igrejas que foram fundadas como resultado de seu ministério em Éfeso ("de modo que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, tanto judeus como gregos", Atos 19:10).
Os Falsos Ensinos
Os falsos ensinos que estavam ameaçando a igreja colossense são melhor descritos como um sistema religioso sincrético, isto é, uma mistura de elementos religiosos e filosóficos diversificados, provenientes de culturas orientais, gregas, romanas e judaicas. A Frígia, área em que se localizava a cidade de Colossos, era a terra de Cibele, a grande mãe e deusa da fertilidade. Certas descrições das características das heresias colossenses podem relacionar-se às crenças e costumes dessa seita popular.
Visto que Paulo não enquadra a heresia colossense de maneira sistemática, temos que reconstruí-la com base em algumas palavras e idéias que ele emprega, bem como em nossa compreensão dos sistemas religiosos de seus dias. Os leitores de Paulo já conheciam os pontos básicos de seu ensino, pelo que se tornava desnecessário que o apóstolo os descrevesse em minúcias. É possível que a complexidade do sistema herético teria induzido os cristãos colossenses a crer que ali estava uma solução melhor para as esperanças e temores religiosos do povo, em vez do evangelho simples que haviam ouvido da parte de Epafras.
Os falsos ensinos tinham vários componentes principais, todos interligados de várias maneiras:
Astrologia. Na carta, Paulo adverte seus leitores a respeito de "os rudimentos do mundo" (stoicheia tou kosmou, 2:8), "os principados e as potestades" (2:15), e "culto aos anjos" (2:18). No pensamento antigo, Moicheia eram os princípios básicos ou fundamentais do conhecimento e da criação, constituindo a totalidade do mundo. Sob a influência do sincretismo helenístico, inclusive a filosofia de Pitágoras, estes "rudimentos do mundo" foram promovidos ao status de "espíritos", personificados como governantes cósmicos, e divinizados de acordo com todos os demais corpos astrais do universo.
Um dos princípios básicos da astrologia é que existe correspondência entre os movimentos dos deuses lá em cima, e as alterações que ocorrem aqui em baixo, na terra. As pessoas acreditavam que suas vidas eram controladas por essas divindades estelares, e por isso procuravam aplacá-las mediante adoração, ou diminuir-lhes o poder mediante a feitiçaria, os rituais mágicos, despachos, e assim por diante. Certas crendices e costumes que Paulo expõe em sua carta relacionam-se à astrologia. Até mesmo o culto aos anjos pode ter vindo da idéia de que eles são poderes que controlam os destinos das pessoas (a sorte), e precisam ser venerados. Lohse sugere que em alguns meandros da especulação judaica, "as próprias estrelas eram consideradas como um tipo distinto de anjos."
Gnosticismo. Este componente da heresia colossense pode explicar algumas referências como "filosofias e vãs sutilezas" (2:8), "tradição dos homens" (2:8), julgamentos "pelo comer, ou pelo beber" (2:16, 20-22), pessoas enfatuadas "sem motivo algum na sua mente carnal" (2:18), "humildade fingida" (2:23), e "severidade para com o corpo" (2:23).
Gnosticismo é o nome que se dá a um sistema religioso complexo, sincrético, em cujo ensino o conhecimento (gnosis) assume importância crucial. Visto que o gnosticismo subsiste numa grande variedade de formas, não há um movimento unificado que possa ser apropriadamente chamado de gnosticismo. Grande parte do debate erudito de hoje centraliza-se ao redor da datação e das doutrinas desta heresia, que confrontou a Igreja em seus primórdios históricos.
Pode-se encontrar em Colossenses alguns traços de cosmologia, soteriologia (teorias concernentes à salvação), e de ética. Os gnósticos aceitavam a idéia grega de um dualismo radical entre o espírito (Deus) e a matéria (o mundo). Ensinavam que a humanidade estaria separada de Deus por uma variedade de esferas cósmicas (usualmente sete), habitadas e governadas por todo tipo de governadores, principados e poderes espirituais. Estas são as regiões em que devemos penetrar, se quisermos obter acesso ao céu.
A salvação, que consiste basicamente da ascensão da alma da terra ao céu, torna-se possível mediante o gnosis. Este conhecimento salvífico está a nossa disposição mediante alguns meios, tais como a instrução doutrinária, ritualismo, a profecia, a iniciação sacramental e a descoberta de si próprio; tudo isso capacita a pessoa a voltar ao reino da luz, onde a alma de novo se une a Deus.
A vida ética dos gnósticos tomou duas direções principais. Alguns partiram para um ascetismo rígido. Por acreditar que o mundo é mau, separaram-se da "matéria" com o objetivo de evitar maior contaminação. Todos os apetites do corpo tinham que ser severamente restringidos. Entretanto, outros gnósticos praticavam a libertinagem, raciocinando que à vista de ser o corpo mau por natureza, a indulgência maior nas práticas imorais não teria quaisquer conseqüências sérias. Além disso, achavam que possuíam um gnosis sobrenatural de sua "verdadeira" natureza, pelo que pouco importava o modo por que viviam.
Os falsos mestres de Colossos apegavam-se a um sistema rígido de leis e regulamentos que julgavam necessário para controlar seu comportamento. Tais regras, combinadas com certas formas de legalismo judaico, explicam "manifesto da liberdade cristã" de Paulo, em 2:16-23. Basicamente ele ensina que tais dogmas são transitórios (2:17), causam divisões (2:18), escravizam (2:20), são temporários (2:22) e inúteis (2:23). Para Paulo, trata-se de "preceitos e ensinamentos dos homens" (2:22), nada tendo que ver com o verdadeiro evangelho que vem de Cristo (2:8).
Religiões de Mistério. O termo religião de mistério é nome dado a uma diversidade de credos e práticas que existiram em certa época, entre o oitavo e o quarto século a.C. Chamam-se de mistério porque grande parte de seu ensino e atividades ritualísticas se faziam em segredo.
Em Colossenses, pode haver uma alusão aos mistérios nas frases "plenitude da divindade" (2:9), "afetando humildade" e "baseando-se em visões" (2:18). Os iniciados nos mistérios receberiam conhecimento e visões especiais sobre os segredos do universo. Isto, por sua vez, separaria tais pessoas dos não-iniciados, criando divisões na sociedade.
Judaísmo Helenístico. As referências à circuncisão (2:11), a dias santificados, à festa da lua nova, ao sábado (2:16) e ao culto aos anjos (2:18), definitivamente são elementos judaicos. Entretanto, não se trata do judaísmo ortodoxo da Palestina; antes, é o judaísmo que sofreu o processo da helenização. Assim, faz parte da "filosofia" sincrética (2:8) que ameaçava os cristãos de Colossos. Paulo não seleciona esse elemento judaico, mas ataca-o juntamente com todo o sistema.
A solução paulina para a heresia colossense encontra-se na aplicação do hino a Cristo (1:15-20), que estabelece a preeminência de Cristo no universo (cosmicamente), e na Igreja (eclesiasticamente). Visto ser Cristo superior a todo e qualquer poder do cosmos (1:15-17; 2:10) e ter, efetivamente, derrotado esses poderes na cruz (2:15), por que continuariam os crentes a viver como se ainda se lhes estivessem sujeitos? Os cristãos foram libertados de tais poderes por causa de sua união com Cristo no batismo (2:20).
Grande parte disso aplica-se à vida espiritual do crente. O crescimento, a maturidade e a integridade dos membros do corpo advêm de seu relacionamento com Cristo, a Cabeça (2:19), excluindo o retorno às regras e regulamentos escravizadoras, legalísticos, que Cristo anulou mediante sua morte (2:14). O propósito da exortação de 3:1, e versículos seguintes, é lembrar a esses crentes de que precisam viver eticamente aquilo que lhes pertence, segundo a teologia, visto serem membros do Corpo de Cristo.
O Propósito da Carta
Se a razão por que Colossenses foi escrita liga-se ao relatório de Epafras a respeito dos falsos ensinos que ameaçavam a igreja, daí se segue que o propósito da carta foi advertir seus leitores contra essas heresias, e fazê-los lembrar-se da verdade do evangelho que já haviam recebido, e na qual agora viviam (1:5). Basicamente Paulo está dizendo-lhes que Cristo derrotou os poderes do mal mediante sua morte na cruz (2:15). Isto significa que os falsos ensinos e as leis escravizadoras provenientes da sabedoria humana, e dos espíritos que governam o universo (2:8), nenhuma autoridade exercem sobre os crentes (2:10); a prisão em que antigamente atormentavam as pessoas, na forma de débitos não-pagos, foi cancelada (2:14). Paulo quer que seus leitores entendam esta verdade, pelo que os leva a lembrar-se de que devem andar na luz das tradições que receberam sobre Cristo e o evangelho.
Este fato explica as muitas referências à verdade do evangelho (1:5, 6, 25-27; 2:8, 9, 12, 13), e as admoestações a que se compreenda e se viva tal esperança (1:9, 10, 12, 23, 28; 2:2, 3, 5-7). As exortações éticas (3:1ss.) constituem um lembrete adicional aos colossenses, para que vivam em união com Cristo, e sob a autoridade do Senhor exaltado.
Segundo o modo de Paulo entender o evangelho, não há lugar para nenhum tipo de exclusivismo. Seu conceito do "mistério" que ele foi chamado para proclamar é que judeus e gentios, bem como o universo inteiro, foram incluídos no plano de Deus de redenção (1:20, 25-29). Assim é que ele se regozija porque "em todo o mundo este evangelho vai frutificando" (1:6, 23). O desejo de Paulo é que durante seu encarceramento — e também depois — ele possa continuar sua proclamação desse mistério (4:3, 4).
Um dos perigos dos falsos ensinos em qualquer congregação é que eles distorcem o plano de Deus, transformando-o em exclusivismo. Os que seguem as "tradições dos homens" colocam-se no topo, como elite espiritual iluminada, crendo que sua sabedoria e legalismo tornam-nos diferentes dos demais membros do corpo de Cristo. Em oposição ao exclusivismo, Paulo é inspirado a escrever que os crentes já foram circuncidados na união com Cristo (2:11, 12) e, como resultado de tal união, "não há grego nem judeu" (3:11; observe GNB: "deixa de existir quaisquer distinções entre gentios e judeus").
Autoria
A autoria paulina de Colossenses foi aceita universalmente até o erudito alemão E. Meyerhoff vir a questioná-la em 1893, em grande parte por causa dessa carta depender muito de Efésios. Seguiu-se-lhe F.C. Baur, que ensinava que a heresia descrita em Colossenses só poderia pertencer ao segundo século. A partir de então, alguns eruditos têm entendido que Colossenses é carta paulina, ou se trata de uma das epístolas deutero-paulinas, isto é, seria uma carta escrita por alguém que usa o nome de Paulo.
As questões sobre a autoria centralizam-se nos pontos usuais do vocabulário, estilo e teologia. Colossenses possui um número inusitadamente elevado de hapax legomema, a saber, contém trinta e quatro palavras que não aparecem em nenhuma outra parte do NT. Além disso, há vinte e oito palavras que aparecem no NT, não porém nos escritos de Paulo. Certo número de eruditos questionam se isto poderia ocorrer, não fosse Colossenses obra de outro autor.
O estilo da carta é algo diferente das outras atribuídas indiscutivelmente a Paulo. Os eruditos observaram que Paulo geralmente trata dos problemas teológicos de maneira vigorosa, ou polêmica (cf. Gálatas, Coríntios, Filipenses). Em Colossenses, o tratamento é amenizado e menos argumentativo. O estilo possui uma qualidade litúrgica, como se fosse um hino, e a carta toda mostra uma quantidade considerável de material tradicional, isto é, ensinamentos cristãos que eram comuns na igreja primitiva, usados por Paulo e outros escritores do NT.
A despeito das diferenças de vocabulário e de estilo, entretanto, quase todos os eruditos concordam em que esses fatores, por si mesmos, não podem decidir a questão da autoria. Alguns acham que "as circunstâncias especiais do contexto e dos propósitos da carta" explicam tais diferenças; outros afirmam que por causa da alta porcentagem de material não-paulino na carta, a saber, material tradicional, torna-se impossível fazer quaisquer comparações confiáveis com as demais cartas de Paulo."
E. Lohse, que declara com firmeza que Colossenses é uma carta deutero-paulina, reconhece que os estudos sobre linguagem e estilo não podem resolver essa questão. Para ele, é o ensino teológico que coloca Colossenses à parte de Paulo, e leva-nos à conclusão de que essa carta é obra de uma escola paulina que usa as cartas de Paulo a fim de dirigir um novo desafio à Igreja.
Em seu minucioso e útil trabalho intitulado "A Carta aos Colossenses e a Teologia Paulina", Lohse examina a Cristologia (o ensino sobre Cristo), a Eclesiologia (o ensino sobre a Igreja), a Escatologia (o ensino sobre o fim dos tempos), e o Sacramentalismo (o estudo sobre o batismo como sacramento) de Colossenses, e chega à conclusão de que em todas essas áreas há diferenças substanciais em relação à teologia de Paulo, conforme o ensino refletido em suas cartas genuínas. É verdade que a situação histórica precisava de algumas formulações teológicas novas, mas as diferenças são divergentes demais, segundo Lohse, para dar-se apoio à autoria paulina.
Entretanto, nem todos os eruditos estão convencidos de que a teologia de Colossenses não seja paulina. Alguns acreditam que a ameaça dos falsos ensinos exigia que Paulo declarasse e aplicasse seu evangelho de modos diferentes, mas negam que o apóstolo o houvesse mudado ou apresentado uma contradição. G. Cannon acusa Lohse de negligenciar o interrelacionamento dessas categorias, e deixar de enxergar o fato de que muitas das idéias que ele rotula de deutero-paulinas podem ser encontradas nas principais cartas de Paulo, e nas declarações teológicas do material tradicional usado em Colossenses.
Outro argumento a favor da autoria paulina é a íntima conexão existente entre Colossenses e Filemom. Visto que a autoria paulina de Filemom raramente é questionada, segue-se que Colossenses também veio da mão de Paulo. Ambas as epístolas contêm o nome de Timóteo (Colossenses 1:1; Filemom 1), e incluem saudações das mesmas pessoas (Colossenses 4:10-14; Filemom 23, 24). Além disso, Onésimo, assunto da carta a Filemom, é mencionado como membro do grupo em Colossos (4:9).
Conquanto todas as evidências contrárias precisem ser avaliadas cuidadosamente, parece razoável concluir com G. Cannon "que o autor de Colossenses foi Paulo, o apóstolo, e que ele escreveu às igrejas do vale do Lico a fim de adverti-las a respeito de ensinos que advogavam costumes que os colocariam numa situação pré-cristã, ensinos que contradiziam tudo que haviam recebido a respeito de Cristo, no evangelho, e nas instruções batismais."
Origem
Se Colossenses não foi escrita por Paulo, deve ter sido produto da escola paulina que provavelmente estava relacionada com Éfeso. Contudo, se Paulo é seu autor, ela pertence então à categoria das "cartas do cativeiro." Há três lugares de origem que normalmente são propostos — Roma, Cesaréia e Éfeso.
Roma. O ponto de vista tradicional, retraçado a partir do livro de Atos, é que Paulo escreveu as cartas do cativeiro enquanto estava na prisão em Roma (At 28:16-31; veja-se também a obra Ecclesiastical History de Eusébio, 11.22.1, que identifica o lugar do encarceramento de Paulo em Colossenses 4:10 como sendo Roma). A relativa liberdade que Paulo usufruía na prisão, e o companheirismo de seus colaboradores, fazem de Roma um lugar provável. É muito possível, também, que Onésimo, o escravo fugitivo, teria procurado o anonimato de uma grande cidade como Roma.
Todavia, há alguns fatores que pesam contra a aceitação demasiado rápida de Roma como a origem da carta aos Colossenses. Por um lado, a distância entre Roma e Colossos é de cerca de mil e novecentos quilômetros. Teria Onésimo tentado uma viagem tão longa, havendo tão grande risco de ser apanhado? Por outro lado, de acordo com Filemom 22, Paulo esperava ser libertado logo, a fim de visitar Colossos. Seu pedido que se lhe apronte um quarto deixa a impressão de que essa libertação está bem próxima. R.P. Martin observa também que uma viagem de Roma na direção do leste, para Colossos, representaria uma mudança na estratégia missionária de Paulo que, segundo Romanos 15:28, significaria partir para o ocidente, para a Espanha.
Cesaréia. Depois de Paulo ser preso em Jerusalém (At 21:27ss.), ele passou dois anos na prisão de Cesaréia, antes de ser levado a Roma (At 23:33-26:32). Bo Reicke, que é um dos principais proponentes deste ponto de vista, argumenta que Cesaréia é o lugar mais propício como origem dessa carta.
Há vários argumentos que apóiam esta opinião. Primeiro, o número de amigos que acompanharam Paulo a Jerusalém, e que estiveram com ele na prisão na Ásia (At 20:4; 24:23; cf. Cl 4:7-14 e Fm 23,24). Segundo, as atividades missionárias que Paulo planejava, ao escrever Colossenses e Filemom, e a remessa dessas cartas para Colossos, por meio de Tíquico, fazem sentido se o ponto de partida é Cesaréia. Terceiro Onésimo teria vindo a Cesaréia porque tinha amigos dessa área, e teria voltado, depois, a Colossos com Tíquico. Estas considerações, ao lado de outras, induziram Bo Reicke a entender que "Filemom e Colossenses foram enviadas de Cesaréia a Colossos cerca de 59 d.C."
Éfeso. Os argumentos segundo os quais houve um encarceramento de Paulo em Éfeso, de onde o apóstolo teria escrito certas cartas como a dirigida aos Colossenses, em grande parte são argumentos derivados do silêncio. Atos não registra nenhuma prisão do apóstolo em Éfeso. Tudo que se pode dizer é que as lutas que Paulo sofreu em Efeso (At 19:23-41) podem ter-se refletido na correspondência dele com os Coríntios (1 Co 4:9-13; 2 Co 1:8-10; 4:4-12; 6:4,5; 11:23,25). A referência a uma luta contra "bestas selvagens" em Efeso (1 Co 15:32) pode ser uma expressão metafórica indicativa de confronto verbal com seus adversários, em vez de luta de caráter físico com animais, como ocorria na arena dos gladiadores. Para Bo Reicke, "trata-se de pura imaginação falar-se de um cativeiro paulino em Éfeso."
A despeito de falta de evidências diretas, um número surpreendente de eruditos apóia a tese do encarceramento efésio, e uma origem efésia para Colossenses. A proximidade entre Éfeso e Colossos, a forte probabilidade de os colaboradores de Paulo (mencionados na carta aos Colossenses e em Filemom) estarem com o apóstolo em Éfeso, mais a gravidade do tumulto ocasionado pela pregação de Paulo, são mencionados como fatores merecedores de consideração. R.P. Martin examinou a maior parte das teorias atuais e concluiu que a carta aos Colossenses "pertence àquele período tumultuado da vida de Paulo, representado em Atos 19-20, quando seus labores missionários foram interrompidos momentaneamente por um período de prisão, como détenu [prisioneiro] perto de Éfeso."
Embora todas estas sugestões a respeito da origem de Colossenses contenham pontos fortes e pontos fracos, não parece haver nenhuma evidência decisiva que nos leve a abandonar a opinião tradicional: Roma. O encarceramento em Éfeso é hipotético e inconclusivo; tal fato, aliado à cristologia cósmica adiantada de Colossenses, fazem que fique mais plausível que a carta tenha surgido num período posterior da vida de Paulo (cerca de 60 d.C), e de um ambiente como o de Roma.Ev.Marcos Augusto Silva
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